Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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Formação Católica
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28 março 2016

SÃO FERNANDO III - O SANTO E HEROICO REI DE CASTELA E LEÃO

São Fernando III, Altar de Sevilha.

São Fernando III: O santo e heroico rei de Castela e LeãoConhecido como "Campeão Invicto de Cristo", o primo de São Luís IX foi um rei justo e expulsou os mouros, reduzindo os territórios muçulmanos ao Reino de Granada

A situação da Espanha: Cruz X Crescente

A Península Ibérica foi invadida pelos muçulmanos em 711, através do estreito de Gibraltar, com exércitos de mouros (bérberes) que em pouco tempo conquistaram quase toda a Espanha com exceção das Astúrias, no norte. As terras da Andaluzia eram férteis, diferentemente das montanhosas e pobres terras do norte. Surgiu então o emirado de Córdoba, praticamente independente em 755, com soberanos próprios chamados califas. Aos poucos, reinos cristãos foram se formando no norte: o das Astúrias passou a se chamar Oviedo em 760 e Leão em 914, surgiu Castela compreendendo o centro, Aragão (nordeste, fazendo fronteira com a França atual) e Navarra, a oeste de Aragão e norte de Castela. Os espanhóis, povo de coragem e astúcia, nunca aceitaram a presença dos maometanos em seu território. Figuras como El Cid aparecem no século XI, e os cristãos tomam Toledo (1080). Com reforços vindos da África, porém, os mouros terminam por rechaçá-los. No século XII seguem-se lutas esporádicas, conduzidas principalmente pelo Reino de Aragão. Os Estados cristãos se aliam e em 1212 acontece a batalha em que a Cruz venceu o Crescente em Las Navas de Tolosa. O rei Jaime de Aragão toma as ilhas Baleares (1229-35), Valência (1238) e chega até Múrcia. O personagem que será agora o objetivo desta postagem, São Fernando, tomou Córdoba em 1236 e Sevilha em 1248.

CRUZADOS - HERÓIS OU VILÕES



Cruzados, heróis ou vilões?

É incrível como as pessoas têm a tendência de criar heróis e vilões dentro da historiografia. Fazem isso, sem ao menos analisar o contexto histórico, os valores sócio-culturais-econômicos de uma determinada época, e pior, transportam seus valores atuais, para um passado onde estes, nunca existiram, criando seus “bandidos e mocinhos”. Muitos destes, ou são desinformados sobre os acontecimentos e personagens históricos, ou em muitos casos, podemos dizer que são desonestos mesmo, pois usam determinados recortes históricos para passar uma visão totalmente falseada dos fatos de acordo com seus interesses.

Podemos citar como exemplo as acusações contra a Inquisição Católica pelos protestantes, eles acusam quando eles também tiveram a sua Inquisição. Um outro exemplo do qual gosto muito é o dos marxistas-comunistas que usam Lênin como bandeira, um homem que pretendia a igualdade de todas as classes, este dizia que iria destruir a mentalidade pequeno-burguesa, mas na prática a incentivou, causando mais desigualdades sociais, dando privilégios e benefícios a algumas lideranças étnicas locais enquanto outras ficaram à margem da sociedade soviética, em um país composto de mais de cem nacionalidades apenas 15 foram reconhecidas. Estão aí dois exemplos de fatos que não são ensinados nas escolas, temos imagem de uma história totalmente falseada, estes são alguns exemplos de vilões e heróis criados pela historiografia tendenciosa. O mesmo pode-se dizer que acontece com os Cruzados, eleitos os vilões da História, enquanto os muçulmanos são as vítimas Saladino foi eleito o herói!!!

30 dezembro 2015

AS CRUZADAS - PE. W. DEVIVIER



As Cruzadas

Poderíamos deixar de tratar este assunto, pois basta ler-se qualquer história imparcial para se ver como foram justas estas expedições bélicas, em que a sociedade cristã se apresenta com todo o brilho do seu heroísmo religioso; pelo que, com justo titulo se gloria a Igreja de ter sido a iniciadora delas.
Partem, afinal, de um equívoco as invectivas de que as Cruzadas são objeto ou antes um pretexto. O que querem por fim de contas, dizer com semelhantes invectivas? Que a guerra ofensiva contra os sarracenos de além-mar era uma empresa de antemão destinada a acabar mal, ou que os Papas e os príncipes cristãos, que a idearam, foram os responsáveis pelo final malogro dela?

30 julho 2015

RICARDO CORAÇÃO DE LEÃO


Ricardo Coração de Leão

Saladino foge de Jaffa humilhado por Ricardo Coração de Leão

Após a conquista de Jaffa, o sentimento unanime do exército pedia empreender logo o sitio de Jerusalém.

Em três ocasiões o rei Ricardo chegou tão perto da Cidade Santa que acreditou-se terem voltado as horas maravilhosas de julho de 1099 quando os cruzados tomaram Jerusalém.

No dia de Natal de 1191 eles estavam a só vinte quilômetros da cidade sagrada. Naquele momento, relata Ambrósio, os soldados lustravam alegremente seus elmos, os doentes diziam-se sarados para ver eles também, a cúpula do Templo.

Porém para surpresa de todos, Ricardo deu meia volta. É que do ponto de vista estratégico as circunstancias não eram as mesmas da primeira cruzada.

Godofredo de Bouillon pôde iniciar com toda tranqüilidade o sítio de Jerusalém porque nenhum exército muçulmano viria a perturbar sua tarefa. Mas, para Ricardo as coisas não estavam no mesmo pé.

Saladino com um exército superior em número era dono das redondezas. Ele acompanhava de perto os movimentos de Ricardo e as tropas turcas dominavam o topo dos morros prestes a cair sobre a retaguarda da coluna franca se ela empreendia o assalto das muralhas de Jerusalém.

Como experimentado capitão, o fogoso Ricardo recusou-se a se engajar numa operação tão arriscada longe de suas bases, no meio do planalto da Judéia.

Ele voltou com seu exército até a costa e iniciou conversações oficiais com Saladino.

Mas, como as negociações se protelavam, em junho de 1192, Ricardo iniciou um segunda ofensiva sobre Jerusalém. No dia 12 pela manhã enquanto perseguia com um pelotão da vanguarda a uma patrulha muçulmana, ele chegou a avistar a cidade santa.

MONGE ARMÊNIO HOVANNÉS: OS CRUZADOS FORAM O BRAÇO MISERICORDIOSO DO DEUS TODO-PODEROSO.



MONGE ARMÊNIO HOVANNÉS: OS CRUZADOS FORAM O BRAÇO MISERICORDIOSO DO DEUS TODO-PODEROSO.

O monge armênio Hovannés [João] que morava em Antioquia durante o sítio cruzado, assistiu à sua subsequente invasão, ao sítio maometano e, por fim à libertação final num combate humanamente inexplicável, deixou uma crônica bastante pormenorizada de como aconteceram esses fatos:

“… Naquele ano [Nota: fala das operações militares do ano 1098] o Senhor visitou o seu povo, segundo está escrito: “Eu não vos abandonarei nem me afastarei de vós”.
“O braço todo poderoso de Deus foi o nosso guia.

“Eles [os Cruzados] trouxeram o estandarte da Cruz de Cristo e depois de ostentá-lo pelo mar, massacraram uma multidão de infiéis e puseram os outros a fugir pela terra.

“Eles tomaram a cidade de Nicéia e a sitiaram por cinco meses.

“Depois vieram ao nosso país na região da Cilícia e da Síria, e atacaram, postando-se em volta da metrópole de Antioquia.

“Durante nove meses eles fizeram a cidade e as regiões vizinhas passarem por momentos difíceis.

“Por fim, como a captura de uma cidade de tal maneira fortificada não estava na capacidade dos homens, Deus todo-poderoso, por meio de seus conselhos obteve a salvação e abriu a porta da misericórdia.

“Eles tomaram a cidade e com o fio da espada mataram o arrogante dragão com suas tropas.

“Mas, após um ou dois dias, uma imensa multidão de maometanos reuniu-se ao pé das muralhas para trazer socorro a seus congêneres.

CARLOS MARTEL - HERÓI DA CRISTANDADE E SALVADOR DA EUROPA




CARLOS MARTEL - Herói da Cristandade e salvador da Europa.

Em 732 a situação da Europa inspirava as piores apreensões. À anarquia feudal somavam-se as invasões. Pelo Norte, em geral por via marítima e fluvial, os vikings desciam saqueando, incendiando e massacrando cidades e campos.

Da Europa Oriental vinham os saxões e ainda outros povos bárbaros ávidos de sangue e destruição.

A estes temíveis perigos veio se somar um novo inimigo que entrava pelo sul.

Os muçulmanos tinham invadido a Espanha com velocidade fulgurante. Ébrios pelas vitórias atravessaram os Pirineus. Fazendo imenso botim e escravizando as populações chegaram até o coração da França.

A França, a “filha primogênita da Igreja”, por sua vez, era o coração da Cristandade em formação.

Os reis francos, da dinastia merovíngia, encontravam-se em grande decadência e não deram sinais de reação.

Foi então que se acendeu uma nova estrela no firmamento da Cristandade.

Seu nome foi Carlos Martel (688-741), filho do noble Pepino de Herstal, nascido na Valônia, hoje Bélgica.

Carlos Martel desempenhava a função de “prefeito de palácio” do reino franco do Oriente desde 717, e a partir de 731, da totalidade dos três reinos em que se dividiam os francos. De fato, desde essa posição governava o país.

20 junho 2015

A CAVALARIA

 A CAVALARIA

"Agora, quem não tem uma espada, venda o manto e compre uma" (S.Lucas XXII, 36).
"Maldito aquele que não ensangüentar a sua espada" (Jer. XLVIII, 10).

"Por que os inimigos de Deus não são mais os inimigos dos cristãos?"
 (Guilherme de Tiro pregando a 3ª cruzada – apud Joseph François Michaud, História. das Cruzadas, Ed.das Américas, São Paulo, 19 ??, 7 volumes, Vol. IIl, - pg.12).

Introdução

Era um fim de batalha. Foi em Hattin (Tiberíades), em 4 de Julho de 1187. Nessa batalha Saladino desbaratou, por castigo, os exércitos cristãos da Palestina liderados pos chefes depravados. Por toda parte os corpos de cruzados cobertos de sangue atestavam sua fidelidade e, desgraçadamente, sua derrota. Os maometanos haviam triunfado na batalha de Tiberíades. Os principais chefes cristãos e até mesmo o rei de Jerusalém caíram prisioneiros de Saladino.

Só um homem continuava a lutar. Coberto do ferro e sangue, montado num cavalo branco espumante e exausto, cercado de infiéis, o último cavaleiro resistia. Sua espada descrevia terríveis molinetes e a seu redor estavam mortos os inimigos que haviam ousado aproximar-se dele. Os maometanos o contemplavam, de longe, e no furor de seus olhos brilhava também, apesar de tudo, uma centelha de admiração.