Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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28 abril 2017

CARTA DE SÃO BERNARDO INCITANDO FRANCESES E BÁVAROS A PARTIREM PARA A II CRUZADA



CARTA DE SÃO BERNARDO INCITANDO FRANCESES E BÁVAROS A PARTIREM PARA A II CRUZADA

Com sua grande oratória, São Bernardo de Claraval, Doutor da Igreja, um dos maiores doutores do seu tempo, pregou a II Cruzada aos franceses e aos alemães.

Ele expõe o perigo que corre a Terra Santa. Começa mostrando a ofensa feita a Deus pelo fato da terra sagrada cair na mão dos adversários da Fé. Depois mostra que ali se deu a Encarnação do Verbo, a pregação de Nosso Senhor Jesus Cristo e toda a vida dEle. E prova que cada um desses dados por si só bastaria para tornar maldito o povo que pretendesse conquistar a Terra Santa.

Depois demonstra que não só tentam conquistá-la, mas destruí-la, que os maometanos são selvagens e as relíquias do tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo estão ameaçadas de destruição.

O pensamento se estabelece com lógica. São Bernardo, conhecendo a miséria humana, e interpela os guerreiros.

Que fazeis, bravos soldados, diante disto? Vós não fazeis nada? Vós tendes muitos pecados, é preciso expiá-los e a ocasião é muito boa.

Então fazei essa penitência, ide às Cruzadas.

Segunda razão: vós viveis vos matando uns aos outros. Já que vós gostais de combater eu vos apresento um combate justo contra um inimigo que merece ser combatido.

Por todas essas razões ide vós e tomai a Cruz.

Eis o sermão de São Bernardo...

<A meus senhores e caríssimos pais os arcebispos e bispos, a todo o clero e fiéis da França oriental e da Baviera, Bernardo, abade de Claraval, que o espírito de força abunde em vós.

Eu Vos escrevo por uma questão que se refere a Jesus Cristo e à vossa salvação. Eis, meus irmãos, um tempo favorável, um tempo de propiciação e de salvação.

O mundo cristão foi atingido pela notícia de que o Deus do céu vai perder sua pátria. Pois é o país onde Ele foi visto, Ele, o Verbo do Pai, instruindo os homens e vivendo entre eles, na sua forma humana, durante mais de trinta anos.

É o país que ele ilustrou com seus milagres, regou com seu sangue, adornou com as primeiras flores da Ressurreição. Hoje nossos pecados o fizeram cair nas mãos de ferozes e sacrílegos inimigos da Cruz cuja espada devoradora semeia por toda a parte a morte sobre a terra das antigas promessas.

Logo, logo, se ninguém se opuser a seu furor eles cairão sobre a própria cidade do Deus vivo, derrubarão os monumentos sagrados de nossa Redenção, macularão os lugares santos que o Sangue do Cordeiro sem mancha outrora regou.

Já no seu ardor sacrílego eles estendem a mão para se apoderar, oh dor, do leito sobre o qual Aquele que nos deu a vida fechou os olhos por nós, nos braços da morte.

Então, generosos guerreiros, servidores da Cruz, abandonareis o Santo dos Santos aos cães e jogareis pérolas tão preciosas aos porcos?

25 fevereiro 2016

CHARTRES - ESCULTURA DO CORO - O MASSACRE DOS INOCENTES



Chartres; Esculturas do coro, O Massacre dos Inocentes.

A genialidade: a arquitetura não foi a única a prestar-lhe o mais glorificante testemunho.

No seu arrebatamento, atraiu todas as outras artes, como uma mãe guia e atrai os seus filhos. E, em primeiro lugar, a escultura, também uma técnica da pedra e da madeira, à qual tem andado associada desde sempre.

Neste domínio, o esforço de renascença era mais difícil de realizar, porque devia partir de mais baixo, quase do nada, para dizer a verdade.

A CATEDRAL DE NOSSA SENHORA DE REIMS



Catedral de Nossa Senhora de Reims

No ano de 401, na cidade de Reims, França, o arcebispo São Nicásio dedicou a Nossa Senhora um antigo templo pagão.

Aquela igreja haveria de se tornar a catedral onde Clovis foi batizado e onde seus descendentes foram sagrados.

Reis e bispos engrandeceram-na até que foi substituída por um magnífico templo galo-romano, que se tornou rapidamente célebre por numerosos milagres ali verificados.

Em 1211, um incêndio destruiu esta obra de arte e os habitantes locais, consternados desejaram reconstruí-la de maneira mais gloriosa.

Para cobrir os gastos necessários aos grandiosos planos, dois clérigos fazendo apelo à generosidade dos fiéis, transportaram sobre um andor, de cidade em cidade, a imagem milagrosa da Virgem.

Desde 1232, pôde-se celebrar o oficio divino no novo santuário. Durante todo o século XIII a perseverança, que procura antes fazer bem do que terminar depressa, edificou à glória de Maria um magnífico poema de pedra, que canta seus mistérios.

30 julho 2015

MONGE ARMÊNIO HOVANNÉS: OS CRUZADOS FORAM O BRAÇO MISERICORDIOSO DO DEUS TODO-PODEROSO.



MONGE ARMÊNIO HOVANNÉS: OS CRUZADOS FORAM O BRAÇO MISERICORDIOSO DO DEUS TODO-PODEROSO.

O monge armênio Hovannés [João] que morava em Antioquia durante o sítio cruzado, assistiu à sua subsequente invasão, ao sítio maometano e, por fim à libertação final num combate humanamente inexplicável, deixou uma crônica bastante pormenorizada de como aconteceram esses fatos:

“… Naquele ano [Nota: fala das operações militares do ano 1098] o Senhor visitou o seu povo, segundo está escrito: “Eu não vos abandonarei nem me afastarei de vós”.
“O braço todo poderoso de Deus foi o nosso guia.

“Eles [os Cruzados] trouxeram o estandarte da Cruz de Cristo e depois de ostentá-lo pelo mar, massacraram uma multidão de infiéis e puseram os outros a fugir pela terra.

“Eles tomaram a cidade de Nicéia e a sitiaram por cinco meses.

“Depois vieram ao nosso país na região da Cilícia e da Síria, e atacaram, postando-se em volta da metrópole de Antioquia.

“Durante nove meses eles fizeram a cidade e as regiões vizinhas passarem por momentos difíceis.

“Por fim, como a captura de uma cidade de tal maneira fortificada não estava na capacidade dos homens, Deus todo-poderoso, por meio de seus conselhos obteve a salvação e abriu a porta da misericórdia.

“Eles tomaram a cidade e com o fio da espada mataram o arrogante dragão com suas tropas.

“Mas, após um ou dois dias, uma imensa multidão de maometanos reuniu-se ao pé das muralhas para trazer socorro a seus congêneres.

CARLOS MARTEL - HERÓI DA CRISTANDADE E SALVADOR DA EUROPA




CARLOS MARTEL - Herói da Cristandade e salvador da Europa.

Em 732 a situação da Europa inspirava as piores apreensões. À anarquia feudal somavam-se as invasões. Pelo Norte, em geral por via marítima e fluvial, os vikings desciam saqueando, incendiando e massacrando cidades e campos.

Da Europa Oriental vinham os saxões e ainda outros povos bárbaros ávidos de sangue e destruição.

A estes temíveis perigos veio se somar um novo inimigo que entrava pelo sul.

Os muçulmanos tinham invadido a Espanha com velocidade fulgurante. Ébrios pelas vitórias atravessaram os Pirineus. Fazendo imenso botim e escravizando as populações chegaram até o coração da França.

A França, a “filha primogênita da Igreja”, por sua vez, era o coração da Cristandade em formação.

Os reis francos, da dinastia merovíngia, encontravam-se em grande decadência e não deram sinais de reação.

Foi então que se acendeu uma nova estrela no firmamento da Cristandade.

Seu nome foi Carlos Martel (688-741), filho do noble Pepino de Herstal, nascido na Valônia, hoje Bélgica.

Carlos Martel desempenhava a função de “prefeito de palácio” do reino franco do Oriente desde 717, e a partir de 731, da totalidade dos três reinos em que se dividiam os francos. De fato, desde essa posição governava o país.

20 junho 2015

A CAVALARIA

 A CAVALARIA

"Agora, quem não tem uma espada, venda o manto e compre uma" (S.Lucas XXII, 36).
"Maldito aquele que não ensangüentar a sua espada" (Jer. XLVIII, 10).

"Por que os inimigos de Deus não são mais os inimigos dos cristãos?"
 (Guilherme de Tiro pregando a 3ª cruzada – apud Joseph François Michaud, História. das Cruzadas, Ed.das Américas, São Paulo, 19 ??, 7 volumes, Vol. IIl, - pg.12).

Introdução

Era um fim de batalha. Foi em Hattin (Tiberíades), em 4 de Julho de 1187. Nessa batalha Saladino desbaratou, por castigo, os exércitos cristãos da Palestina liderados pos chefes depravados. Por toda parte os corpos de cruzados cobertos de sangue atestavam sua fidelidade e, desgraçadamente, sua derrota. Os maometanos haviam triunfado na batalha de Tiberíades. Os principais chefes cristãos e até mesmo o rei de Jerusalém caíram prisioneiros de Saladino.

Só um homem continuava a lutar. Coberto do ferro e sangue, montado num cavalo branco espumante e exausto, cercado de infiéis, o último cavaleiro resistia. Sua espada descrevia terríveis molinetes e a seu redor estavam mortos os inimigos que haviam ousado aproximar-se dele. Os maometanos o contemplavam, de longe, e no furor de seus olhos brilhava também, apesar de tudo, uma centelha de admiração.