Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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Formação Católica
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05 abril 2016

SÃO FRANCISCO DE ASSIS E AS CRUZADAS

Sao Francisco diante do Sultao Al-Malik Al-Kamil, Fra Angelico c 1429, Lindenau Museum, Altenberg.


Durante a Quinta Cruzada, quando os cristãos cercaram Damietta, no delta do Nilo, no Egito, São Francisco foi para lá.

O cerco durou 17 meses.

Certa vez, São Francisco teve uma visão de Deus, que lhe disse que os cristãos seriam derrotados num combate que preparavam. São Francisco os preveniu, mas não foi ouvido, e, nesse combate, os cristãos perderam 6.000 homens. Mas o cerco de Damietta prosseguiu.

São Francisco, então, resolveu ir até os maometanos, para tentar convertê-los ou morrer mártir. Foi até as tropas maometanas que aprisionaram ao santo e ao frade que o acompanhava, batendo muito nos dois frades.

Levado diante do sultão do Egito, Malek Kamel, São Francisco pregou valentemente o cristianismo, a Santíssima Trindade, e atacou Maomé de modo nada ecumênico. Queriam matá-lo por isso, mas o Sultão não deixou.

São Francisco desafiou, então, os ulemás maometanos a entrarem com ele numa grande fogueira.

Quem saísse vivo da fogueira teria provado que seu Deus era o verdadeiro.Nenhum ulemá aceitou entrar na fogueira.

São Francisco propôs, então, a Malek Kamel, que ele entraria sozinho no fogo. Caso ele morresse, seria como punição de seus pecados. Caso ele saísse vivo, seria a prova de que o Cristianismo era a religião verdadeira. E, nesse caso, o sultão deveria se fazer batizar com todo o seu povo.

Desta vez, foi o sultão que ficou com medo...

28 março 2016

CRUZADOS - HERÓIS OU VILÕES



Cruzados, heróis ou vilões?

É incrível como as pessoas têm a tendência de criar heróis e vilões dentro da historiografia. Fazem isso, sem ao menos analisar o contexto histórico, os valores sócio-culturais-econômicos de uma determinada época, e pior, transportam seus valores atuais, para um passado onde estes, nunca existiram, criando seus “bandidos e mocinhos”. Muitos destes, ou são desinformados sobre os acontecimentos e personagens históricos, ou em muitos casos, podemos dizer que são desonestos mesmo, pois usam determinados recortes históricos para passar uma visão totalmente falseada dos fatos de acordo com seus interesses.

Podemos citar como exemplo as acusações contra a Inquisição Católica pelos protestantes, eles acusam quando eles também tiveram a sua Inquisição. Um outro exemplo do qual gosto muito é o dos marxistas-comunistas que usam Lênin como bandeira, um homem que pretendia a igualdade de todas as classes, este dizia que iria destruir a mentalidade pequeno-burguesa, mas na prática a incentivou, causando mais desigualdades sociais, dando privilégios e benefícios a algumas lideranças étnicas locais enquanto outras ficaram à margem da sociedade soviética, em um país composto de mais de cem nacionalidades apenas 15 foram reconhecidas. Estão aí dois exemplos de fatos que não são ensinados nas escolas, temos imagem de uma história totalmente falseada, estes são alguns exemplos de vilões e heróis criados pela historiografia tendenciosa. O mesmo pode-se dizer que acontece com os Cruzados, eleitos os vilões da História, enquanto os muçulmanos são as vítimas Saladino foi eleito o herói!!!

03 fevereiro 2016

REAL, REAL, POR AFONSO, ALTO REI DE PORTUGAL



"Real, real,! Por Afonso, alto rei de Portugal".

--A primeira página da História do Brasil--

"Nosso Senhor Jesus Cristo aparece a Dom Afonso Henriques em 1139, instaura o Reino de Portugal e prevê uma grande missão para seus descendentes em “terras muito remotas”, que se realizará no Brasil "( Por Carlos Sodré Lanna).

Existe uma opinião difusa de que o Brasil ainda terá um papel muito importante a desempenhar no concerto das nações, uma esperança que se mantém desde o Descobrimento.

Devemos aprofundar as razões dessa conjectura, fundamentando-a com vistas fazer dela uma certeza a respeito de nosso futuro.

De fato, pesquisando os anais da História, podemos verificar que a predileção da Divina Providência pelo Brasil foi anunciada pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, muito antes que as naus de Pedro Álvares Cabral aportassem nas terras de Vera Cruz no ano de 1500.

--O nascimento de Portugal.--

30 dezembro 2015

AS CRUZADAS - PE. W. DEVIVIER



As Cruzadas

Poderíamos deixar de tratar este assunto, pois basta ler-se qualquer história imparcial para se ver como foram justas estas expedições bélicas, em que a sociedade cristã se apresenta com todo o brilho do seu heroísmo religioso; pelo que, com justo titulo se gloria a Igreja de ter sido a iniciadora delas.
Partem, afinal, de um equívoco as invectivas de que as Cruzadas são objeto ou antes um pretexto. O que querem por fim de contas, dizer com semelhantes invectivas? Que a guerra ofensiva contra os sarracenos de além-mar era uma empresa de antemão destinada a acabar mal, ou que os Papas e os príncipes cristãos, que a idearam, foram os responsáveis pelo final malogro dela?

30 julho 2015

RICARDO CORAÇÃO DE LEÃO


Ricardo Coração de Leão

Saladino foge de Jaffa humilhado por Ricardo Coração de Leão

Após a conquista de Jaffa, o sentimento unanime do exército pedia empreender logo o sitio de Jerusalém.

Em três ocasiões o rei Ricardo chegou tão perto da Cidade Santa que acreditou-se terem voltado as horas maravilhosas de julho de 1099 quando os cruzados tomaram Jerusalém.

No dia de Natal de 1191 eles estavam a só vinte quilômetros da cidade sagrada. Naquele momento, relata Ambrósio, os soldados lustravam alegremente seus elmos, os doentes diziam-se sarados para ver eles também, a cúpula do Templo.

Porém para surpresa de todos, Ricardo deu meia volta. É que do ponto de vista estratégico as circunstancias não eram as mesmas da primeira cruzada.

Godofredo de Bouillon pôde iniciar com toda tranqüilidade o sítio de Jerusalém porque nenhum exército muçulmano viria a perturbar sua tarefa. Mas, para Ricardo as coisas não estavam no mesmo pé.

Saladino com um exército superior em número era dono das redondezas. Ele acompanhava de perto os movimentos de Ricardo e as tropas turcas dominavam o topo dos morros prestes a cair sobre a retaguarda da coluna franca se ela empreendia o assalto das muralhas de Jerusalém.

Como experimentado capitão, o fogoso Ricardo recusou-se a se engajar numa operação tão arriscada longe de suas bases, no meio do planalto da Judéia.

Ele voltou com seu exército até a costa e iniciou conversações oficiais com Saladino.

Mas, como as negociações se protelavam, em junho de 1192, Ricardo iniciou um segunda ofensiva sobre Jerusalém. No dia 12 pela manhã enquanto perseguia com um pelotão da vanguarda a uma patrulha muçulmana, ele chegou a avistar a cidade santa.

19 junho 2015

OS MÁRTIRES DE OTRANTO

O altar dos mártires em Otranto


Em 1480, a Itália celebrava a festa da Assunção com liturgias espetaculares, procissões e, claro, banquetes. Com a exceção de Otranto, uma pequena cidade na costa do Adriático, onde 800 homens ofereceram suas vidas a Cristo. Eles foram os Mártires de Otranto.

Poucas semanas antes, a frota turca atracara em Otranto. Sua chegada era temida há muitos anos. Desde a queda de Constantinopla, em 1454, era apenas uma questão de tempo até que os turcos otomanos invadissem a Europa. Otranto está mais próxima do lado leste do Adriático controlado pelos otomanos. São Francisco de Paula reconheceu o perigo iminente para a cidade e seus cidadãos cristãos e pediu reforços para proteger Otranto. Ele predisse: “Ó, cidadãos infelizes, quantos cadáveres vejo cobrindo as ruas? Quanto sangue cristão vejo entre vocês?”

A 28 de julho de 1480, 18.000 soldados turcos invadiram o porto de Otranto. Eles ofereceram condições de rendição aos cidadãos, na esperança de ganhar sem resistência este primeiro ponto de apoio na Itália e completar a conquista da costa adriática. O sultão Mehmed II havia dito ao Papa Sisto IV que levaria seu cavalo para comer sobre o túmulo de São Pedro.O Papa Sisto, reconhecendo a gravidade da ameaça, exclamou: “pessoas da Itália, se quiserem continuar se chamando de cristãos, defendam-se!”Apesar de suas advertências terem-se esquecido nos ouvidos da maioria das cabeças coroadas da península –estavam muito ocupadas brigando entre si– o povo de Otranto escutou.

Pescadores, não soldados; eles não tinham artilharia. Eram menos de 15 mil, incluindo mulheres, crianças e idosos. Mas, por comum acordo, eles decidiram guardar a cidade, lançando-se ao combate das forças turcas. A sofisticada artilharia turca danificava as muralhas de defesa, mas os cidadãos consertavam rapidamente os estragos. Detrás dos muros, os turcos encontraram cidadãos impávidos, determinados a defender as muralhas com óleo fervendo, sem armas, e às vezes usando as próprias mãos.

Os cidadãos de Otranto frustraram o plano do Sultão de um ataque surpresa e deram à Itália duas semanas de tempo precioso para organizar e preparar suas defesas para repelir os invasores. Mas a 11 de agosto os turcos venceram os muros e açoitaram a cidade.O exército turco foi de casa em casa, promovendo saques, pilhagens e, em seguida, ateando fogo. Os poucos sobreviventes refugiaram-se na catedral.

O arcebispo Stefano, heroicamente calmo, distribuiu a Eucaristia e sentou-se entre as mulheres e crianças de Otranto, enquanto um frade dominicano conduzia os fiéis em oração.O exército de invasores arrombou a porta da catedral e a posterior violência contra mulheres, crianças e o arcebispo –que foi decapitado no altar– chocou a península italiana.

Os turcos tinham tomado a cidade, destruído casas, escravizado o povo e transformado a catedral em mesquita. Cerca de 14.000 pessoas morreram na tomada de Otranto, na maior parte seus próprios cidadãos, mas um pequeno grupo de 800 sobrevivera, então os turcos tentaram o domínio completo, forçando a conversão.A opção era o Islã ou a morte. Oito centenas de homens, acorrentados, sem casa e família, pareciam totalmente subjugados aos turcos vitoriosos.Um dos 800, um trabalhador têxtil chamado Antonio Primaldo Pezzula, passou de artesão humilde a líder heróico nesse dia. Antonio voltou-se para seus companheiros de Otranto e declarou: “Vocês ouviram o que vai custar salvar o que resta de nossas vidas! Meus irmãos, lutamos para salvar nossa cidade, agora é tempo de lutar por nossas almas!”

Os 800 homens com idades acima dos 15, de forma unânime, decidiram seguir o exemplo de Antonio e ofereceram suas vidas a Cristo.Os turcos, que esperavam por um momento de propaganda triunfante, tentaram evitar o massacre. Eles ofereceram o retorno das mulheres e crianças que estavam prestes a ser vendidas como escravos, em troca da conversão dos homens, e eles ameaçaram com a decapitação em massa se isso não fosse aceito. Antonio recusou, seguido pelo resto dos homens.

Na vigília da Assunção, os 800 foram levados para fora da cidade e decapitados. A tradição conta que Antonio Pezzula foi decapitado em primeiro lugar, mas seu corpo sem cabeça permaneceu de pé até que o último otrantino estivesse morto.

Um dos carrascos, um turco chamado Barlabei, ficou tão impressionado com esse prodígio que se converteu ao cristianismo, e também foi martirizado.Os restos foram cuidadosamente recolhidos, e são mantidos até hoje na Catedral de Otranto. No aniversário de 500 anos de sacrifício dos otrantinos, o Papa João Paulo II visitou a cidade e prestou homenagem aos mártires.Bento XVI reconheceu oficialmente o martírio em 2007, trazendo Antonio Pezzula e seus companheiros um passo mais perto da canonização.

Esta “hora dos leigos” em Otranto, separados de nós por meio milênio, ainda ressoa como exemplo de testemunho do amor a Cristo. Poucos de nós serão chamados ao mesmo sacrifício de Antonio Pezzuli e seus companheiros, mas como poderíamos responder a sua exortação: “Permanecei fortes e constantes na fé: com esta morte temporal nós ganharemos a vida eterna”.

Autora: Elizabeth Lev