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Formação Católica
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21 julho 2017

SOBRE A DANÇA E A MODÉSTIA - PADRE RICARDO FÉLIX OLMEDO

Salomé, filha de Herodias que por uma dança obteve do rei Herodes o assassinato por decapitação de São João Batista


A Dança - Padre Ricardo Félix Olmedo

Na sociedade cheia de contradições em que vivemos, a dança se transformou para quase toda a juventude em algo quase necessário, e para não poucos na coisa mais importante de sua vida. O fim de semana é esperado com ansiedade e planejado cuidadosamente com muita antecedência, de maneira que o ano todo é organizado em torno dessas reuniões mundanas, festas, noitadas, boates, discotecas, etc., onde os jovens esgotam seu corpo e pervertem sua alma desde a meia-noite até a madrugada, por meio da dança[1], com conversas frívolas quando não abertamente más, incluindo bebidas e até drogas...

“A moral da Igreja é imutável, e o que ontem era vaidade, ocasião próxima de escândalo ou de pecado, o é hoje e o será sempre”, ensinava com toda a razão Dom Antônio de Castro Mayer em sua sempre vigente e mais atual que nunca carta pastoral sobre os “Problemas do Apostolado Moderno”[2]. Por isso é importante um juízo acertado sobre a dança e as suas circunstâncias, que sirva tanto aos pastores de almas como aos fiéis devotos que vivem no mundo para julgar e obrar segundo a reta razão e os princípios perenes da moral católica.

§ 1. NOÇÕES PRÉVIAS

O Cardeal F. Roberti define a dança como “um conjunto de movimentos rítmicos com os quais se expressam sentimentos de entusiasmo, especialmente de alegria”[3], e, assim entendido, conforme à sã teologia moral deve-se afirmar que a dança não é em si intrinsecamente má[4]. Como também não o são a música e a poesia.

Pode-se então considerar a dança como uma atividade honesta de distração, expressão ou manifestação de alegria da alma, realizada por movimentos corporais compassados, e até como a expansão de um culto religioso...: “chegam os primeiros cristãos, ainda impregnados dos usos pagãos”, diz um autor, “introduzindo a dança nos ritos da Igreja...” E é significativo que os primeiros monges se chamassem coristas[5]. Recorde-se aqui a dança do rei Davi diante da arca da aliança e outras ações semelhantes contadas pelo Antigo Testamento[6], bem como alguns bailados ou danças folclóricas, individuais ou em grupo, ainda que de ambos os sexos, por ocasião de festas civis em que os participantes giram e realizam movimentos separadamente, e ainda alguns outros que poderíamos chamar danças da corte ou de salão até meados do século XVIII.

Mas também existem danças más, como aquelas que nos conta a mesma Sagrada Escritura: a de todo o povo hebreu diante do bezerro de ouro, ou a de Salomé, filha de Herodíades, no dia do aniversário de Herodes[7], e as que aparecem a partir do século XVIII e XIX. É então que “se deu uma grande revolução nas danças de salão, do ponto de vista moral, quando a dança em que o cavalheiro toca apenas a mão da dama chegou a uma nova espécie em que o casal, num abraço apertado, se move em giros contínuos, como a valsa, a polca, a mazurca, etc.”[8] O século XX nos trouxe uma maior decadência, com o advento do tango, do foxtrote, do charleston, até as [danças] mais modernas, chamadas por nomes extravagantes de origem indígena, ou melhor, negro-americanas, como o mambo, o chachachá, o rock-and-roll, e, mais recentemente, também méxico-americanas, como a rumba, etc.

Se é verdade que a dança é uma demonstração lícita de alegria e ainda até de piedade, por causa do pecado original e da ferida da concupiscência ela se converte facilmente em ocasião de desordens passionais, e por isso o Espírito Santo adverte ao católico: “Não frequentes o trato com a bailarina, nem a escutes, se não queres perecer ante a força de sua atração”[9], e que a dança é o símbolo da impiedade: “Os ímpios tocam o pandeiro e o tambor e dançam ao som dos instrumentos musicais; passam em delícias os dias de sua vida, mas na hora da morte vão para o inferno”[10].

Por isso sempre foi preocupação dos Padres da Igreja e do Magistério, por meio dos Concílios de todas as épocas, dos Papas e também dos Bispos, indicar o que a moral cristã tem por dizer a respeito da dança. Citando aqui dois exemplos, transcrevemos o que afirmou o Concílio de Laodiceia no século IV, em seu cânon 53: “Os cristãos que assistem às bodas não devem saltar nem bailar, mas participar com decência do almoço ou da ceia, como convém a todo cristão”, e Bento XV, em sua encíclica Sacra propediem: “Não falemos dessas danças – umas más, outras piores – exóticas que, saídas da barbárie, invadiram pouco a pouco os salões mais elegantes, sem que seja possível encontrar nada mais a propósito que elas para acabar com o último rastro de pudor”[11].
Com essas premissas, consideremos os princípios morais que devem regular esta atividade do homem.

§ 2. PRINCÍPIOS MORAIS

Como toda ação humana, a dança recebe sua primeira qualificação moral de seu “objeto” e depois de seu “fim” e de suas “circunstâncias”.

Já adiantamos que há danças que em si são boas, e que há outras más, e convém aqui precisar a condição que as fazem más por seu objeto.

Para descobrir os princípios que são aplicáveis neste ponto, deve-se assinalar, em primeiro lugar, que, sendo a dança uma ação humana cujo objeto são os movimentos externos do corpo humano, deverá sempre estar regulada pela virtude. A respeito disto, ensina Santo Tomás: “A virtude moral consiste em regular as ações humanas conforme à razão. E não há dúvida de que os movimentos externos do homem são também suscetíveis de tal ordenação, visto que o império da inteligência chega aos órgãos externos”[12].

26 maio 2017

A BELEZA DA VIRTUDE DA PUREZA



A)“Bem-aventurados os corações puros!”

A gente se sente imediatamente empolgado por esta palavra. Só um Deus podia usar semelhante linguagem. Ouvindo estas palavras divinas, a alma delicada sente em si a necessidade de realizar essa bem-aventurança. Ver a Deus! sim, ver a Deus de algum modo, mesmo desde este mundo! E é essa a recompensa prometida aos que são puros!

“Bem-aventurados os corações puros, porque verão a Deus.” Como dizer a beleza dessa virtude celestial, semelhante ao lírio branco, embalsama os que a possuem e espalha em volta deles  um perfume indefinível.

Ela é bela! porque dá à fisionomia um não sei quê que cativa, que atrai, que subjuga, que faz nascer uma simpatia respeitosa.

É bela! O Próprio Deus sente-lhe o encanto. Ele chama a alma pura sua “Amiga“: “Sois toda bela, ó minha bem-amada, e em vós não há mancha!” Chama-a “sua esposa“: “Vem, minha Esposa, vem, serás coroada!”

É bela! Jesus quis achá-la na terra. Aparecendo na terra, enveredou por uma trilha de humilhação e de opróbrios; mas, do começo ao fim, arrogou-se, como uma compensação, a pureza que sempre o cercou.

Assim, para se encarnar, Ele prepara para si um tabernáculo; Maria lá está! Ele não a deixa antes da idade de trinta anos … e ainda assim será só para encontrar outra alma pura: São João! E essas duas almas virgens segui-Lo-ão até ao pé da Cruz. Quando Ele quiser morrer, quando tudo Lhe faltar, até mesmo a consolação de se sentir objeto das complacências de seu Pai, nos seus derradeiros instantes, a pureza estará e ficará perto Dele!

20 maio 2015

ESPELHO DA DONZELA CATÓLICA


Espelho da Donzela Católica.

Em casa ─ Recatada e nunca ociosa.

Na igreja ─ Anjo reverente.

Com o próximo ─ Complacente.

Na conversação ─ Moderada.

No olhar ─ Modesta.

No pensar ─ Refletida.

No andar ─ Grave e sossegada.

No vestir ─ Modesta e humilde.

Nos trabalhos ─ A primeira.

Nas leituras ─ Receosa.

Na companhia ─ Afável.

Com os homens ─ Cautelosa.

Com os Sacerdotes ─ Respeitosa.

Com os inferiores ─ Aprazível.

Na mesa ─ Sóbria.

Na cama ─ Composta. 

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LEMBRETES AS FILHAS DE MARIA




Lembretes às Filhas de Maria.


"A beleza se não for temperada pela Modéstia é uma provocadora dos ape­tites animais, que mui facilmente atacam a fortaleza da alma e a derrubam em pou­co tempo"
("O Decênio Crítico", por um Assistente da Ação Católica, Cap. IV, Art. II, a).

Santo Agostinho diz às virgens cristãs: "Fugi da companhia e da palavra das mu­lheres, cuja doutrina não é conforme ao Evangelho e cuja vida é por qual­quer forma digna de censura".

"Comporta-te com a Modéstia e a reserva que terias se contigo esti­vessem Je­sus e Ma­ria!"
("Imitação de Maria", por um religioso anônimo, Liv. II, Cap. XXVIII).

"Uma recomendação particular a vós, meninas. Sede sempre modes­tas no ves­tir, no porte e no falar; modestas em tudo, para não serdes nunca motivo de es­cândalo para ninguém. Não imiteis certas jovens descaradas, que, talvez mes­mo sem pensar, le­vam uma vida que, por le­viandade de trato, é inteiramente escanda­losa e causa de tantos pecados"
(Teólogo Giuseppe Pe­rardi, "Novo Manual do Cate­quista", Part. II, n. 199).

"A mais resplandecente pérola de uma jovem é a Modéstia, guardai-vos, pois, no vestir, no olhar, no andar, na cabeça e em todo o corpo, em casa e fora de casa; sempre e por toda a parte res­plandeça em vós esta virtude.

São Paulo, recomendando aos fiéis a Modéstia, diz-lhes:
'Que a vossa Mo­déstia seja conheci­da de todos os homens, pois o Senhor está junto de vós'.

A donzela vaidosa é uma enviada do Demônio, porque a vaidade é mais que irmã da impu­reza, é sua mãe"
(Manual da Pia União das Filhas de Maria, Cap. IV, "5ª regra para todo o tempo", 5º Ponto, pp. 122-123, traduzido do italiano pelo Côn. Dr. Ana­nias Corrêa do Amaral, 11ª edição, Porto, 1926).

Ao levantar-vos "vesti-vos com toda a Modéstia... À noite... despi-vos com toda a Modéstia, pensando na presença de Deus e do Anjo da Guarda, pois que, essa noite pode­rá ser a última da vossa vida, e perguntai a vós mesma: Onde apa­recerei de manhã? Con­tinuarei neste mundo como até aqui, ou aparecerei na Eter­nidade? E será no Céu ou no In­ferno?"
(Manual da Pia União das Filhas de Maria, Cap. IV, "1ª regra para todos os dias", 2º e 9º Ponto, pp. 114-118, Porto, 1926).

Ouve, ó Filha, o que tenho para te dizer:

"Deves, é verdade, apresentar-te em sociedade; mas deves ter o cuida­do de es­tares di­ante dela dignamente. Ao estares em público, cuida que seja com Modés­tia. Apren­de de Mim tão bela virtude, porque ela te será muito necessária.

De tal maneira tratei com as pessoas, que ninguém nunca Me olhou sem edificar-se extra­ordinariamente. Nem fui jamais imodesta nas palavras, nem imode­rada no tom de voz, nem fala­deira, nem licenciosa no andar. Nada, enfim, houve de indecoroso em Meus gestos, nem de car­rancudo em Meu olhar, nem de mal-humo­rado em Meu semblante. Em Meu convívio e conversação brilhou sempre como num espelho o esplendor da Castidade e Formosura da virtude.

A mesma beleza de Meu corpo não foi senão uma irradiação fulgurante do Meu modesto Coração e imagem do decoro. Nunca ninguém teve nenhum mal pensamento vendo-me passear, re­zar, co­mer ou traba­lhar. Antes, quantos Me viam, moviam-se à edificação e ao lou­vor de Deus.