Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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Formação Católica
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06 fevereiro 2018

O DRAMA DO FIM DOS TEMPOS - PE. EMMANUEL-ANDRE

“quando vier o Filho do homem encontrará fé sobre a terra?

O DRAMA DO FIM DOS TEMPOS


PRIMEIRO ARTIGO (março de 1885). UMA PALAVRA AO LEITOR


I > Consideramos a Igreja no passado e no presente; falta-nos contemplá-la no futuro. Deus quis que os destinos da Igreja de seu Filho único fossem traçados de antemão nas Escrituras, como foram os de seu próprio Filho; é lá que iremos procurar os documentos de nosso trabalho.

A Igreja, devendo ser semelhante a Nosso Senhor, sofrerá, antes do fim do mundo, uma prova suprema que será uma verdadeira Paixão. São os detalhes desta Paixão, na qual a Igreja fará ver toda a imensidade de seu amor por seu divino Esposo, que se acha consignada nos escritos inspirados do Antigo e do Novo Testamento. Nós os passaremos diante dos olhos de nossos leitores. Não temos a intenção de assustar ninguém tratando de tal assunto. Diremos mais: ele nos parece conter, ao lado de grandes ensinamentos, grandes consolações.

II > Certamente é um triste espetáculo ver a humanidade, seduzida e enlouquecida pelo espírito do mal, tentar sufocar e aniquilar a Igreja sua mãe e sua tutora divina. Mas deste espetáculo sai uma luz que nos mostra a história por inteiro em seu verdadeiro aspecto.

O homem se agita sobre a terra; mas ele é empurrado por potências que não são da terra. Na superfície da história, o olhar apreende as desordens dos impérios e das civilizações que surgem e desaparecem. Por baixo disto a fé nos faz seguir o grande antagonismo entre Satã e Nosso Senhor; faz-nos assistir às astúcias e às violências do espírito imundo, para entrar na casa da qual foi expulso por Jesus Cristo.

No fim ele entrará e quererá eliminar Nosso Senhor. Então os véus serão rasgados, e o sobrenatural brilhará em toda parte; não haverá mais política propriamente dita; um drama puramente religioso se desenvolverá e envolverá todo o Universo. Pode-se perguntar por que as peripécias deste drama são descritas tão minuciosamente pelos escritores sagrados, já que ele durará pouco tempo? Porque será a conclusão de toda a história da Igreja e do gênero humano. Porque fará ressaltar, com um brilho supremo, o caráter divino da Igreja. Além disso, todas essas profecias têm incontestavelmente o fim de fortificar a alma dos fiéis nos dias da grande prova. Todos os abalos, todos os pavores, todas as seduções que virão assaltá-los, tendo sido preditos tão exatamente, constituirão argumentos em favor da fé combatida e proscrita.

A fé, neles se firmará precisamente por aquilo que deveria destruí-la. Mas nós mesmos temos grandes frutos a tirar da consideração desses estranhos e terríveis acontecimentos. Depois de ter falado deles, Nosso Senhor disse a seus discípulos: “Velai e orai, para que sejais encontrados dignos de fugir destas coisas que acontecerão no futuro, e de permanecerdes de pé na presença do Filho do Homem” (Lc. 21, 36).

Assim, pois, o anúncio desses acontecimentos é um aviso solene dado ao mundo: “Velai e orai para não cairdes em tentação”. (Mat. XXVI, 41). Não sabeis quando essas coisas acontecerão: velai e orai, para não seres surpreendidos. Sabei que desde agora a sedução age nas almas, que o mistério da iniqüidade faz sua obra, que a fé é reputada um opróbrio (São Gregório); velai e orai, para conservar a fé. Eis a hora da noite, hora das potências das trevas: Velai para que vossa lâmpada não se apague, orai para que o torpor e o sono não tomem conta de vós. Mas antes levantai vossas cabeças para o céu; pois a hora da redenção se aproxima, pois começam a raiar os primeiros clarões da aurora. (Luc. XXI, 28).

III > Depois de ter falado dos ensinamentos, digamos uma palavra sobre as consolações. Nunca se terá visto o mal tão solto; e ao mesmo tempo tão contido pela mão de Deus.

A Igreja – como Nosso Senhor – será entregue sem defesa aos carrascos que a crucificarão em todos os seus membros: mas não lhes será permitido quebrar seus ossos, que são os eleitos, assim como com o cordeiro pascal estendido sobre a cruz. A provação será limitada, abreviada por causa dos eleitos; e os eleitos serão salvos; e os eleitos serão todos os verdadeiros humildes. Enfim, a provação acabará por um triunfo inaudito da Igreja, comparável a uma ressurreição.

Nesse tempo, e mesmo nos prelúdios da crise suprema, ela verá os restos das nações se converterem. Mas sua mais viva consolação será a volta dos judeus. Os judeus se converterão, seja antes, seja durante o triunfo da Igreja; é São Paulo, que anuncia esse grande acontecimento, não se contém de alegria ao contemplar o que se seguirá.

Vê-se como as palavras do salmo podem se aplicar à Igreja: Seguindo a multidão de aflições que encheram meu coração, vossas consolações, Senhor, alegraram minha alma.

SEGUNDO ARTIGO (abril de 1885). 

OS SINAIS PRECURSORES

I > A questão do fim do mundo foi discutida desde as origens da Igreja. São Paulo tinha dado sobre esse assunto preciosos ensinamentos aos cristãos de Tessalônica; e como, apesar das instruções orais, os espíritos se deixassem inquietar por predições e rumores sem fundamento, lhes dirigiu uma gravíssima carta para acalmar as inquietações.

“Nós vos rogamos com insistência, lhes diz, meus irmãos, não vos deixeis abalar em vossas resoluções, nem vos perturbeis por qualquer visão, ou falatórios, ou carta supostamente vinda de nós, como se o dia do Senhor estivesse perto”. “Ninguém de modo algum vos engane! Pois é preciso que antes venha a grande apostasia, e que apareça o homem do pecado, o filho da perdição...”.“Não vos lembrais que eu vos dizia essas coisas quando ainda estava convosco?”. “E agora vós sabeis o que é que o retém. Pois o mistério da iniqüidade já faz sua obra. Aquele que o retém retenha-o, esperando até que seja posto de lado”. (II Tess., II, 1, 6).

 Assim o fim do mundo não chegará sem que tenha aparecido um homem apavorantemente mau e ímpio, o filho da perdição. E este, por sua vez, só se manifestará depois da grande apostasia geral, depois do desaparecimento de um obstáculo providencial sobre o qual o Apóstolo havia ensinado de viva voz a seus fiéis.

18 maio 2017

A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DO CARMO




Destinada, desde o início, ao culto da Virgem Mãe de Deus, a Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo, fundada pelo Profeta Elias, remonta a mais oitocentos anos antes da Virgem flos carmeli vir a este mundo.

O Pe. Daniel da Virgem Maria diz que Elias, conheceu a Santíssima Virgem bem antes do seu nascimento por uma revelação profética que lhe fez compreender a significação da ligeira nuvem que se elevou do mar, após uma longa seca: Maria será toda pura em sua origem; de sua virgindade nascer o Homem-Deus.

Mistério do Carmelo, mistério de Elias.

O grandioso cenário do Monte Carmelo parece guardião de um segredo que concerne os filhos [espirituais] do Profeta Elias. Diz São Basílio: No Carmelo, monte sublime e deserto, viveu Elias, cujo viático e alimento era a esperança em Deus. E como vivesse dela, não morreu de fome, porquanto os corvos, levavam-lhe a comida. Esquecidos de sua própria natureza voraz, traziam-lhe pão e carnes, obedecendo à ordem do Senhor.

Com efeito, tudo na vida de Elias é misterioso! Um homem a quem foi dado o poder de mandar fazer seca ou chover; capaz de ordenar ao fogo que desça do céu; cuja súplica ressuscita um morto; que é raptado num carro de fogo e levado para um lugar que os Doutores da Igreja têm discutido se é o Paraíso terrestre ou outro, onde vive há quase três mil anos, devendo voltar no fim do mundo para combater o anti-Cristo, ocasião em que será martirizado! Este é o Fundador da Ordem do Carmo, instituição profética, envolta ela própria, neste mistério eliático.

É o Papa Pio XI quem ensina esta via: Antes de tudo, exortamos os religiosos a que jamais percam de vista os exemplos de seu Fundador e legislador, se querem ter certeza de participar das graças abundantes de sua vocação. Quando esses homens de escol criaram seus Institutos, fizeram outra coisa senão obedecer à inspiração de Deus? Esta é a razão pela qual todos aqueles que reproduzem em si mesmos a característica da qual cada fundador quis marcar sua família religiosa, estão garantidos de não se afastar do espírito de suas origens.

Em conseqüência, os discípulos quererão com muito empenho, como os melhores dos filhos, glorificar seu pai, observando sua regra, seus conselhos e deixando-se penetrar de seu espírito.

Para o carmelita, essa identificação com o espírito do Fundador, recomendada por Pio XI, torna-se quase imperiosa, pois só no século XIII, dois mil anos após sua instituição, a Ordem do Carmo recebeu uma Regra. Foi pela fidelidade ao espírito do seu Fundador que a Providência manteve, por tanto tempo, a unidade desse filão marial.