Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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By Translate Formação Católica

18 maio 2017

A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DO CARMO




Destinada, desde o início, ao culto da Virgem Mãe de Deus, a Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo, fundada pelo Profeta Elias, remonta a mais oitocentos anos antes da Virgem flos carmeli vir a este mundo.

O Pe. Daniel da Virgem Maria diz que Elias, conheceu a Santíssima Virgem bem antes do seu nascimento por uma revelação profética que lhe fez compreender a significação da ligeira nuvem que se elevou do mar, após uma longa seca: Maria será toda pura em sua origem; de sua virgindade nascer o Homem-Deus.

Mistério do Carmelo, mistério de Elias.

O grandioso cenário do Monte Carmelo parece guardião de um segredo que concerne os filhos [espirituais] do Profeta Elias. Diz São Basílio: No Carmelo, monte sublime e deserto, viveu Elias, cujo viático e alimento era a esperança em Deus. E como vivesse dela, não morreu de fome, porquanto os corvos, levavam-lhe a comida. Esquecidos de sua própria natureza voraz, traziam-lhe pão e carnes, obedecendo à ordem do Senhor.

Com efeito, tudo na vida de Elias é misterioso! Um homem a quem foi dado o poder de mandar fazer seca ou chover; capaz de ordenar ao fogo que desça do céu; cuja súplica ressuscita um morto; que é raptado num carro de fogo e levado para um lugar que os Doutores da Igreja têm discutido se é o Paraíso terrestre ou outro, onde vive há quase três mil anos, devendo voltar no fim do mundo para combater o anti-Cristo, ocasião em que será martirizado! Este é o Fundador da Ordem do Carmo, instituição profética, envolta ela própria, neste mistério eliático.

É o Papa Pio XI quem ensina esta via: Antes de tudo, exortamos os religiosos a que jamais percam de vista os exemplos de seu Fundador e legislador, se querem ter certeza de participar das graças abundantes de sua vocação. Quando esses homens de escol criaram seus Institutos, fizeram outra coisa senão obedecer à inspiração de Deus? Esta é a razão pela qual todos aqueles que reproduzem em si mesmos a característica da qual cada fundador quis marcar sua família religiosa, estão garantidos de não se afastar do espírito de suas origens.

Em conseqüência, os discípulos quererão com muito empenho, como os melhores dos filhos, glorificar seu pai, observando sua regra, seus conselhos e deixando-se penetrar de seu espírito.

Para o carmelita, essa identificação com o espírito do Fundador, recomendada por Pio XI, torna-se quase imperiosa, pois só no século XIII, dois mil anos após sua instituição, a Ordem do Carmo recebeu uma Regra. Foi pela fidelidade ao espírito do seu Fundador que a Providência manteve, por tanto tempo, a unidade desse filão marial.

Segundo Thomas Bradley, Bispo de Bromore, quando o Profeta Elias conheceu pelo espírito de profecia que o Filho de Deus nasceria da Virgem Maria, ele reuniu no Monte Carmelo os filhos dos profetas de diversos lugares da Palestina e ensinou-lhes a viver na pobreza, castidade e obediência voluntária… Elias, seu fundador começou sua Ordem em honra desta Virgem bem antes de seu nascimento.

Esta nuvenzinha, segundo o autor da Institution des Premiers Moines, é o símbolo da Imaculada Conceição. Porque assim como surgiu do mar salgado, sem conter o seu amargor, a Virgem, surgiu da humanidade culpada, sem a culpa.

Assim, segundo inúmeros Doutores da Igreja, Eliseu recebeu, verdadeiramente, o duplo espírito de Elias, como havia pedido. E a carmelita Santa Terezinha do Menino Jesus, que viveu no século passado, parecendo assumida pelo espírito de Elias, dizia: Desde que me pus nos braços de Deus, sou como uma sentinela que observa o inimigo da mais alta torre de um castelo. Nada escapa a meu olhar… Oh, não, eu não teria medo de ir à guerra. Com que alegria, por exemplo no tempo das Cruzadas, teria partido para combater os hereges! A santidade! É preciso conquistá-la à ponta da espada, é preciso sofrer, é preciso combater.

Assim como Elias, por sua prece, converteu aquele povo idólatra, quem tem a graça de participar do seu espírito é dotado de um poder extraordinário para atrair as almas a Deus. Santa Terezinha, sem jamais ter saído do Convento, é a padroeira das Missões. Santa Tereza, a Grande, reformadora do Carmelo, com uma só prece converteu dez mil hereges, como refere D.Chautard em seu livro. A Alma de Todo Apostolado.

Com as invasões sarracenas, os últimos religiosos que continuavam no Carmelo foram queimados e massacrados pelos invasores em 1291. Morreram mártires, cantando a Salve Rainha.

O Santo Escapulário, vestimenta de salvação

Ele me revestiu com as vestimentas da salvação (Is.61). Assim como Nossa Senhora, quando esperava o nascimento do Salvador, tecia com esmero maternal, a túnica do Menino Jesus. Da mesma forma por sua predileção para conosco, quis a Mãe Santíssima cobrir-nos com uma veste de salvação.

Sobre a maravilhosa instituição desta veste de salvação, fala à Duqueza de York, o recém canonizado São Cláudio de la Colombiére, SJ, (1611-1682).

Maria é igualmente querida de Deus e temida de nossos inimigos. Que segurança não devemos ter de nossa salvação, se podemos nos assegurar da sua proteção! Que se pode temer estando debaixo do manto de uma Rainha que desarma tão facilmente o furor dos demônios quanto a justiça de Deus?

Maria nada sabe recusar àqueles que se revestem do seu escapulário. Para provar esta verdade não tenho senão duas sólidas razões.

Primeira razão: Maria mesma se engajou em conceder sua proteção a qualquer pessoa que abraçasse essa santa prática; esta Mãe caridosa se engajou em não permitir que sejamos jamais entregues a Satanás. Maria nos dá para nossa salvação todas as seguranças que se pode ter nessa vida.

Segunda razão: Nós, revestindo-nos do seu santo escapulário, engajamos ainda mais fortemente [esta Rainha todo poderosa em nos conceder sua proteção]. Se perseverarmos em seus serviços, perseveraremos infalivelmente na graça.

São Simão Stock (1171-1265), Ilustre Geral da Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo sentindo-se atraído pela solidão, na idade de doze anos, o espírito de Deus o transportou para um deserto. Aí ele se entregou a austeridades incríveis, vivendo de ervas e raízes. Uma fonte lhe fornecia a água necessária para aliviar a sede. Por leito, oratório e cela, o santo só tinha um velho tronco de árvore (stock=tronco), onde mal podia acomodar-se e por-se de pé. Neste lugar, tão estreito, fez da prece toda sua ocupação, e sua alma por este santo exercício adquiriu uma pureza tão perfeita, que o tornou igual aos Anjos, de modo que os espíritos celestes nunca o abandonaram em seu retiro. A própria Mãe de Deus, que ele amava com ternura, visitava-o quase todos os dias, e suas comunicações com o Senhor, aí, eram tão freqüentes que, sua felicidade parecia semelhante à dos Santos.

Desta forma viveu 30 anos, quando alguns religiosos do Monte Carmelo chegaram do Oriente para se estabelecerem na Inglaterra. A Santíssima Virgem fez conhecer [a nosso santo] o quanto esta Ordem lhe era querida, e quanto ela desejava que ele nela se consagrasse. Dócil a esta salutar inspiração, saiu de seu deserto e se lançou aos pés destes Padres.

Maria, ouvindo as preces deste seu bem-amado filho tornou-se visível a seus olhos trazendo na mão a mais preciosa garantia de sua proteção: o escapulário acompanhando destas consoladoras palavras:
 “Recebe, meu filho, o escapulário que vos dou e a todos da vossa Ordem; é por este sinal que eu quero que doravante sejam reconhecidos meus aliados e meus irmãos; é ele uma marca de predestinação, uma garantia de paz, uma garantia de aliança eterna. Qualquer pessoa que tiver a felicidade de morrer com esta marca de meu amor não provará jamais os fogos eternos”.

Diversos Papas chancelaram com bulas apostólicas a devoção ao escapulário: Aparecendo a João XXII, em 1314, Nossa Senhora prometeu especial proteção aos que trouxessem o escapulário, acrescentando que os livraria do purgatório, no primeiro Sábado após sua morte Pio XI diz: Aprendi e comecei a amar a Virgem do Carmo, nos braços de minha mãe, aos primeiros dia de minha infância Pio XII: “Desde a idade de oito anos, nunca tirei do pescoço o Santo Escapulário do Carmo, porque nos livra do inferno e de todos os males”. Bento XV: “O escapulário é a arma dos cristãos.

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