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07 setembro 2015

DOUTRINA – POR QUÊ? - COMENTÁRIO ELEISON - 165



DOUTRINA – POR QUÊ?
ELEISON COMMENTS CLXV (11 de setembro de 2010)

Por que a doutrina, em geral, é tão importante para os católicos? E por que, em particular, a Fraternidade de São Pio X, seguindo Dom Lefebvre e hoje Dom Fellay, insiste que o acordo doutrinal deve preceder qualquer outro tipo de acordo com a Roma Conciliar? Por que a FSSPX não pode aceitar ser regularizada por Roma agora, e deixar para pensar nas diferenças doutrinárias mais tarde? Eis duas questões diferentes, mas intimamente ligadas. Comecemos pela questão geral.

A palavra “doutrina” vem do latim doceo, docere, ou seja, ensinar. A doutrina é um ensinamento. Em nosso mundo liberal, onde todos querem pensar e falar da maneira que bem entenderem, a palavra “doutrinação” se tornou uma palavra suja. No entanto, para acabarem com qualquer forma de doutrinação, teriam que fechar todas as escolas, porque onde quer que uma escola seja aberta, ali acontecerá doutrinação. Mesmo que um professor esteja ensinando que toda doutrina é tolice, isso ainda será uma doutrina!

Entretanto, todos de fato concordam com a necessidade de doutrina. Por exemplo, quem subiria em um avião tendo sido informado de antemão que seu criador desafiou a doutrina clássica da aerodinâmica, e virou as asas de cabeça para baixo? Ninguém! A doutrina aerodinâmica verdadeira ensina, por exemplo, que as asas devem se afinar na parte de trás para baixo e não para cima. Não são apenas palavras faladas ou escritas do nada, trata-se de uma realidade de vida ou morte. Se um avião deve voar e não cair, a verdadeira doutrina aerodinâmica, nos mínimos detalhes, é essencial para o seu projeto.

Da mesma forma, se uma alma deve voar para o céu e não cair no inferno, a doutrina católica é essencial, ensinando-a em que acreditar e de que maneira agir. “Deus existe”, “Todos os seres humanos têm uma alma imortal”, “O Céu e o Inferno são eternos”, “Eu devo ser batizado para ser salvo”, não são apenas palavras que são impostas às almas para serem acreditadas, são realidades de vida ou morte, mas de vida eterna ou de morte eterna. São Paulo diz a Timóteo que ensine essas verdades de salvação, a tempo e a contratempo (II Tm. IV, 2), e sobre si mesmo, ele diz: “Ai de mim se eu não evangelizar.” (I Cor. IX, 16). Ai do padre católico que não doutrinar as almas de acordo com a doutrina infalível da Igreja!

Mas a pergunta permanece: certamente a FSSPX, para obter de Roma a preciosa regularização que Roma por si só tem autoridade para conceder, poderia chegar a um acordo prático, por meio do qual nenhuma doutrina católica seria negada, mas que por ora deixaria fora de discussão as diferenças doutrinais entre Roma e a FSSPX? Para isso, não seria certamente necessária a traição dessas grandes verdades de salvação mencionada acima? O próprio Dom Fellay respondeu a essa questão brevemente em uma entrevista dada a Brian Mershon, em maio deste ano, publicada em “The Remnant” *. Aqui estão suas palavras: “É muito claro que qualquer solução prática que pudesse ser tomada sem uma sólida base doutrinal levaria diretamente a um desastre… Temos todos esses exemplos diante de nós – a Fraternidade de São Pedro, o Instituto de Cristo Rei e todos os outros estão totalmente bloqueados ao nível doutrinal, porque eles primeiro aceitaram o acordo prático.” Mas por que precisa ser assim? Pergunta interessante…

Kyrie eleison.

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