Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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By Translate Formação Católica

07 setembro 2015

DOUTRINA – POR QUÊ? II - COMENTÁRIO ELEISON - 166



DOUTRINA – POR QUÊ? II
COMENTÁRIOS ELEISON CLXVI (18 – IX – 2010)

Doutrina, ou ensinamento, está na mais profunda essência da Igreja Católica. As almas devem em primeiro lugar ser ensinadas a como chegar ao céu, ou elas nunca chegarão lá. “Ide e ensinai todas as gentes” está entre as últimas instruções de Nosso Senhor aos seus Apóstolos (Mt. XXVIII, 19). É por isso que a luta heroica de Dom Lefebvre pela Tradição Católica (1970-1991) foi principalmente doutrinal.

É também por isso que, como citado semana passada no EC 165, Dom Fellay disse a Brian Mershon em maio passado que as diferenças doutrinais não podem ser esquecidas de modo a possibilitar qualquer acordo prático, ainda que atraente, com Roma. Questionado se a rejeição da Fraternidade de São Pio X a uma solução canônica ou prática não seria “um sinal de obstinação ou má vontade”, o bispo respondeu (suas palavras estão acessíveis no site do “Remnant”): “É muito claro que qualquer solução prática que pudesse ser tomada sem uma sólida base doutrinal levaria diretamente a um desastre… Temos todos esses exemplos diante de nós – a Fraternidade de São Pedro, o Instituto de Cristo Rei e todos os outros estão totalmente bloqueados ao nível doutrinal, porque eles primeiro aceitaram o acordo prático.”.

A razão de a doutrina católica ser “bloqueada” por um acordo prático é o bom senso. Os romanos de hoje ainda estão absolutamente ligados ao seu Concílio (Vaticano II). Aquele Concílio é essencialmente um desvio em relação à Tradição Católica, a religião de Deus, em direção a uma nova religião do homem. Se, em seguida, eles fizerem uma grande concessão à Tradição, como seria qualquer regularização da FSSPX, se sentirão no direito de pedir alguma concessão em troca. Ora, eles sabem que a FSSPX mantém-se firmemente fiel à doutrina católica, por todas as razões apresentadas anteriormente. Então, o mínimo que podem exigir é que as diferenças doutrinais sejam esquecidas, por enquanto.

Mas isso é suficiente para os objetivos dos romanos! Quanto ao “por enquanto”, uma vez que a re-união prática tenha sido assinada, a euforia não-doutrinal de todas as almas tradicionais encantadas por já não estarem no frio (como se sentem) de desaprovação de Roma tornaria muito difícil à FSSPX retomar a trilha de volta se – por acaso, é claro – o “por enquanto” se transformasse em um período indefinido de tempo. A FSSPX teria caído na armadilha.

E quanto ao “sejam esquecidas”, esquecer a doutrina, especialmente a diferença doutrinal radical entre a religião de Deus e a religião do homem, é equivalente a se esquecer, ou passar por cima, do próprio Deus. Mas como é possível que um servo de Deus sirva a Deus esquecendo-se d’Ele? Pensar nisso, é o primeiro passo para a apostasia!

Como Dom Fellay assinala, 40 anos de experiência confirmam esses princípios – o campo de batalha da Tradição Católica está cheio de cadáveres de organizações que começaram nobremente, mas não conseguiram ver através da clássica técnica romana de negociação.

Kyrie eleison.

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