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06 setembro 2015

ARTE MODERNA II - COMENTÁRIO ELEISON 157



ARTE MODERNA II
ELEISON COMMENTS CLVII (17 de Julho de 2010)


Por sua grande feiura, a arte moderna aponta para a existência e a bondade de Deus. Depois de três meses (veja EC 144), vamos voltar a esse paradoxo, na esperança de que, se alguma alma reconhece a clara diferença entre beleza e feiura na arte, ela possa ser ajudada a ver que se Deus não existisse, essa diferença também não existiria.

A palavra “arte” significa a habilidade ou os produtos da habilidade humana. Pode abranger pinturas, desenhos, esculturas, modas de vestuário, música, arquitetura e assim por diante. A expressão “arte moderna” geralmente se refere a determinadas pinturas e esculturas criadas a partir do início do século XX por um movimento de artistas que deliberadamente rejeitaram, e rejeitam, todos os padrões e medidas de beleza que existiam antes desse século. A diferença entre a arte pré-moderna e a arte moderna é tão clara e real quanto a diferença que vemos aqui em Londres entre o clássico Tate Museum, em Millbank, e o Tate Modern, um museu completamente novo, lançado há dez anos a um curto passeio de barco rio abaixo de seu progenitor, na margem oposta do rio Tâmisa. É como se a arte moderna não pudesse viver sob o mesmo teto com a arte pré-moderna. Elas estão em guerra entre si, exatamente como os antigos edifícios da Igreja e a Missa Nova.

A arte moderna, nesse sentido, é caracterizada por sua feiura. O senso comum concorda aqui com o líder comunista Kruschev, que, segundo relatos, teria comentado em uma exposição de arte moderna na Rússia: “um burro poderia fazer melhor com o próprio rabo”. E o que é a feiura? Desarmonia. No admirável livro de Arianna Huffington, “Picasso, Creator and Destroyer” (“Picasso, Criador e Destruidor”), ela demonstrou como cada vez que Picasso se apaixonou por uma de suas seis mulheres (oficiais), suas pinturas mais calmas refletiam algo da beleza natural delas, mas logo que ele deixava de amá-las, sua raiva rasgava em pedaços aquela beleza em “obras-primas” da arte moderna. Este padrão se repete em Picasso com uma regularidade impressionante!

Assim, a beleza na arte vem de uma harmonia na alma, mesmo que seja ela uma simples harmonia terrena, enquanto a feiura procede de uma desarmonia na alma, como o ódio. Mas a harmonia não tem necessidade da desarmonia, pelo contrário, é a desarmonia, como a palavra sugere, que pressupõe certa harmonia, a qual, fundamentalmente, declara guerra. Assim, a harmonia é mais importante que a desarmonia e toda desarmonia testemunha a existência de alguma harmonia. Mas, mais profundamente harmoniosas que qualquer pintura de lindas mulheres são as pinturas da Madonna (Nossa Senhora, em italiano), porque a harmonia na alma do artista que pinta a Mãe de Deus pode se elevar ou se aprofundar muito mais do que a harmonia inspirada por uma mera modelo humana, ainda que seja encantadora. Por quê? Porque a beleza da Madonna deriva de sua proximidade com Deus, cuja harmonia divina – perfeita simplicidade e unidade – ultrapassa infinitamente a harmonia humana das mais belas das simples criaturas.

Portanto, a pobre arte moderna aponta para a harmonia de que carece, e toda harmonia aponta para Deus. Então, não permitamos que alguém recorra à feiura da arquitetura moderna para abrigar a Missa Tridentina. Poder-se-ia supor que ele está querendo, ou esperando, voltar à desarmonia do Novus Ordo!

Kyrie eleison.

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