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21 janeiro 2016

SANTA INÊS, VIRGEM E MÁRTIR - PADROEIRA DA CASTIDADE, DAS VIRGENS, DOS NOIVOS - 21 DE JANEIRO



Santa Inês sofreu o martírio em Roma na segunda metade do século IV.

O Papa São Damaso adornou seu sepulcro com versos, e muitos Santos Padres  seguindo Santo Ambrósio celebraram seus louvores. É a padroeira da castidade, dos jardineiros, moças, noivos, vítimas de violação e virgens. Sua memória litúrgica se dá em 21 de Janeiro.

VIDA

Viveu em Roma, onde foi martirizada em 304. Nobre, descendia da poderosa família Cláudia e desde pequena foi educada pelos pais na fé cristã. Cresceu virtuosa e decidiu consagrar sua pureza a Deus, resistindo às investidas dos jovens mais ricos da nobreza romana, desejosos de seu amor. Tinha 13 anos quando foi cobiçada, por sua extraordinária beleza, riqueza e virtude, pelo jovem Procópio, filho do Prefeito de Roma, Semprônio. Como o rejeitou, Inês foi levada a julgamento e obrigada a incensar os ídolos de Roma, o que recusou-se a fazer, dizendo:

 "Virgens a Cristo consagradas não portarão tais lâmpadas, pois este fogo não é fé. Mas o meu sangue pode apagar este braseiro. Podem me ferir com suas espadas, mas nunca conseguirão profanar meu corpo consagrado a Cristo!" 
Santa Inês.


Por isso foi condenada a ser exposta nua num prostíbulo no Circo de Domiciano (hoje praça Navona, onde se ergue a Basílica de Santa Inês in Agone). Diz a história que, introduzida no local da desonra, uma luz celestial a protegeu e ninguém ousou aproximar-se dela.

Seus cabelos cresceram maravilhosamente cobrindo o seu corpo. 

Ao ser defendida por um anjo guardião, um dos seus lascivos pretendentes caiu morto, mas a santa, apiedada, orou a Deus e o ressuscitou.



Temeroso, o Prefeito Sempronius passou o caso ao seu cruel substituto, Aspásio. Após novo interrogatório, a menina foi condenada a morrer queimada.

As chamas também não a tocaram, voltando-se contra seus algozes e matando muitos deles.



Foi por fim decapitada, a mando do vice-prefeito de Roma, Aspásio.

Seus pais sepultaram seu corpo num terreno próximo da Via Nomentana, onde a princesa Constança, filha do imperador Constantino mandou erguer a majestosa basílica de Santa Inês Fora dos Muros, palco de grandes milagres por intermédio da santa virgem.



A história conta que oito dias depois da morte, apareceu em grande glória aos pais que rezavam em seu túmulo, segurando um cordeirinho branco e cercada de muitas virgens e anjos e anunciou-lhes sua grande felicidade no céu.


O CULTO

Também conhecida como Santa Inês de Roma ou Santa Agnes, a sua festa canônica realiza-se a 21 de Janeiro.  Centenas de igrejas são nomeadas em sua honra. A mais célebre está em Roma, Sant'Agnese fuori le mura, acima mencionada. Exames forenses realizados no crânio da jovem que se encontrava no tesouro de relíquias do "Sancta Sanctorum" da Basílica de Latrão recentemente comprovam que se trata realmente de uma menina de 13 anos.

Nos quadros é representada frequentemente com um cordeiro junto a si, até porque o seu nome provém do latim "agnus" (cordeiro) e um lírio, símbolo da pureza.



DETALHES DA HISTÓRIA

Entre as heroínas da Igreja primitiva, que derramaram o sangue em testemunho da fé é Santa Inês aquela a que os Santos Doutores da Igreja tecem os maiores elogios.

 São Jerônimo, em referência a esta santa, escreve:

“Todos os povos são unânimes em louvar Santa Inês, porque vencendo a fraqueza da idade e o tirano, coroou a virgindade com a morte do martírio”.

De modo semelhante se exprimem Santo Ambrósio e Santo Agostinho.

Com Maria Santíssima e Santa Tecla, Santa Inês é invocada para obter-se a virtude da pureza.




OUTRA NARRATIVA:

Inês nasceu em Roma, descendente de família nobre. Logo que soube avaliar a excelência da pureza virginal, ofereceu-a a Deus, num santo voto. A riqueza, formosura e nobre origem de Inês fizeram com que diversos jovens, de famílias importantes de Roma a pedissem em casamento.

 A todos Inês respondia que seu coração já pertencia a um esposo invisível a olhos humanos. Do amor ao ódio é só um passo.

 As declarações de amizade e afeto dos pretendentes seguiu-se a denúncia, que arrastou a donzela ao tribunal, para defender-se contra a acusação de ser cristã. A maneira por que o juiz a tratou para conseguir que abandonasse a religião, obedeceu ao programa costumeiro em tais ocasiões: elogios, desculpas, galanteios e promessas.

Experimentada a ineficácia destes recursos, entravam em cena, imposições, ameaças, insultos, brutalidades. O juiz fez a Inês saborear todos os recursos da força inquisitorial da justiça romana.
Inês não se perturbou. Mesmo quando lhe mostraram os instrumentos de tortura, cujo simples aspecto era bastante para causar espanto ao homem mais forte, Inês os olhou com indiferença e desprezo.

Arrastada com bruteza ao lugar onde se achavam imagens de deuses e intimada a queimar incenso, a donzela levantou as mãos puríssimas ao céu, para fazer o sinal da cruz. No auge do furor, vendo baldados todos os esforços e posta a ridículo sua autoridade, o juiz teve uma inspiração diabólica: de mandar a donzela a uma casa de pecado.

Inês respondeu-lhe:

“Jesus Cristo vela sobre a pureza de sua esposa e não permitirá que lh’a roubem. Ele é meu defensor e abrigo. Podes derramar o meu sangue. Nunca, porém, conseguirás profanar o meu corpo, que é consagrado a Jesus Cristo”.
Santa Inês.

A ordem do juiz foi executada e daí a pouco Inês se achava no lugar da prostituição.

Dos diversos rapazes que lá estavam, só um teve o atrevimento de aproximar-se de Inês, com malignos intuitos. No momento, porém, em que ia estender a mão contra ela, caiu por terra , como fulminado por um raio. Os companheiros, tomados por um grande pavor, tiraram o corpo do infeliz e levaram-no para outro lugar.

Não estava morto, como todos supuseram no primeiro momento, mas aos olhos faltou-lhes a luz. Inês rezou sobre ele e a cegueira desapareceu. O juiz, profundamente humilhado com esta inesperada vitória da Santa, deu ordem para que fosse decapitada. Ao ouvir esta sentença, a alma de Inês encheu-se de júbilo. Maior não podia ser a satisfação e a alegria da jovem noiva, ao ver aproximar-se o dia das núpcias, que o prazer que Inês experimentou, quando ouviu dos lábios do juiz o convite para as núpcias eternas com Jesus Cristo, seu celeste esposo. O algoz tinha recebido ordem para, antes de executar a sentença de morte, convidar a Inês para prestar obediência à intimação do juiz.

Feito pela última vez Inês com firmeza o rejeitou.

Ajoelhando-se, inclinou a cabeça, ao que parecia para prestar a Deus a última adoração aqui na terra, quando a espada do algoz lhe deu o golpe de morte.

Os circunstantes, vendo este triste e ao mesmo tempo grandioso espetáculo, soluçavam alto.

Santa Inês completou o martírio aos 21 de janeiro de 304 ou 305. tendo apenas a idade de 13 anos.



No tempo do imperador Constantino foi construída em Roma uma Igreja dedicada à gloriosa mártir.




Relicário com os restos mortais de Santa Inês


Santa Inês é padroeira das Filhas de Maria, por causa da sua pureza Angélica. Os jardineiros também a veneram como padroeira, por ser o modelo perfeito da pureza, como Maria Santíssima, que é chamada “hortus conclusus”, horto fechado. É padroeira dos noivos, por ter-se chamado esposa de Cristo.

Do nome Inês há duas interpretações, a grega e a latina. Inês em grego é Hagne, isto é, pura; em latim, agna significa cordeirinho. Na Igreja latina prevaleceu esta interpretação.

Dois dias depois da sua morte, a mártir apareceu a seus pais, acompanhada de um grupo de virgens, tendo ao seu lado um cordeirinho. Santo Agostinho admitia as duas interpretações. “Inês, diz ele, significa em latim um cordeirinho e em grego, a pura”.

– No dia da festa desta Santa, na sua igreja em Roma são apresentados e bentos cordeirinhos, de cuja lã são confeccionados os “palliums” dos Arcebispos.


Santa Inês cura a filha do Imperador

A filha do Imperador Constança, foi curada de Lepra por intercessão de Santa Inês, e ergueu a Basílica em sua honra, em Roma.

A bem-aventurada Inês, erguendo do meio das chamas os braços e o olhar ao céus, assim rezou:

"Eu vos dou graças, Óh Todo-Poderoso e Temeroso Senhor, Digno de Honra e Adoração, porque pelo sangue do Vosso Filho, me arrancastes das mãos sacrílegas do tirano e me fizestes passas impoluta nas vias da iniquidade. Eis que finalmente vou me juntar a Vós, Senhor! A quem sempre amei e procurei."

Oração

Óh Deus, Onipotente e Eterno, que escolheis os fracos do mundo, para confundir os fortes e poderosos, concedei-nos a graça da proteção da bem-aventurada Inês, Vossa Virgem e Mártir, cuja memória hoje celebramos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Amém!

HINO A SANTA INÊS.

Hoje é natal de Santa Inês, 
virgem a Cristo dedicada, 
que hoje ao céu entrega o espírito, 
no próprio sangue consagrada. 

Madura já para o martírio, 
mas não ainda aos esponsais, 
vai ao suplício tão alegre 
qual noiva às festas nupciais. 

Devendo aos deuses incensar, 
diz sem nenhuma hesitação: 
'Virgens a Cristo consagradas 
lâmpadas tais não portarão. 

Porque tal chama apaga a luz, 
tal fogo a fé extinguirá. 
Feri-me, e o sangue derramado 
o seu braseiro apagará'. 

Ei-la ferida, e quanta glória 
do Rei divino recebeu! 
Com suas vestes se envolvendo, 
cai sobre a terra e voa ao céu. 

Jesus nascido de uma Virgem, 
louvor a vós, ó Sumo Bem, 
com o Pai Santo e o Espírito, 
hoje e nos séculos. Amém.

HINO A SANTA INÊS.

Pelo fogo do amor divinal,
Santa Inês o prazer superou
e mais forte que as vozes do corpo,
a pureza em seu ser triunfou.

Coros de anjos recebem-lhe o espírito,
e o elevam mais alto que os céus.
A esposa se une ao esposo
no palácio sagrado de Deus.

Santa virgem, de nós tem piedade
e obtém-nos da culpa o perdão.
Aos que a tua vitória celebram
queira Deus conceder salvação.

Torna o Cristo Senhor compassivo
ao seu povo, por ele remido.
Dá-nos paz, numa vida tranquila,
e conserva os fiéis sempre unidos.

Celebramos o manso Cordeiro
que Inês como esposo escolheu.
Glória Àquele que a terra dirige
e governa as estrelas do céu.


DO TRATADO SOBRE AS VIRGENS DE SANTO AMBRÓSIO, BISPO (SÉC. IV) ( TRECHO DA LITURGIA DAS HORAS):

"Caríssimos, alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo,
para que possais também exultar de alegria na revelação da sua glória. Se sofreis injúrias por causa do nome de Cristo, sois felizes, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós."
1Pd 4, 13-14



"Já contemplo Aquele a quem tanto eu buscava; já possuo Aquele que há tempo esperava. Estou unida no céu com Aquele a quem só eu amei sobre a terra."


Por intercessão de Santa Inês, Livrai-nos Deus, Nosso Senhor de todos os males e impurezas da alma e do corpo.

SANTA INÊS,
Virgem e  mártir da pureza,
Rogai por Nós!

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