Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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By Translate Formação Católica

10 setembro 2015

A CULTURA IMPORTA! - COMENTÁRIO ELEISON - 406

A CULTURA IMPORTA!
CDVI (406) - (25 de abril de 2015)

Caso lhe seja possível, venha ao Dr. White escutar,
Para a verdadeira Fé com o homem moderno corretamente relacionar.


            Da tarde da sexta-feira dia 1º de maio, até o meio-dia do domingo, 3 de maio, será proferida aqui na Casa Rainha dos Mártires, Broadstairs, outra palestra do Dr. David White. Tal como o fez no ano passado sobre Charles Dickens, neste ano falará sobre T. S. Eliot (1888 – 1965), outro gigante da literatura inglesa com uma conexão direta com este canto da Inglaterra. Foi em um pavilhão ao ar livre com vista para a praia de Margate, que fica a cerca de oito quilômetros ao norte de Broadstairs, que entre outubro e novembro de 1921 o poeta anglo-americano mundialmente famoso retomou a caneta e compôs umas cinquenta linhas da terceira das cinco partes do poema mais influente do século XX, ao menos na língua inglesa: A Terra Desolada (1922).
         
            O poema é um retrato brilhante do vazio nos corações e nas mentes dos homens logo após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Em A Terra Desolada, Eliot criou um novo modo fragmentário de escrever poesia, que capturou a condição espiritual fragmentada do homem moderno. Por sua compreensão ampla e profunda das obras de arte do passado, notadamente Dante e Shakespeare, Eliot foi capaz de dar forma à pobreza espiritual dos tempos atuais. Por exemplo, em seis linhas do poema que estão claramente conectadas a Margate, uma das três meninas da classe trabalhadora conta como perdeu sua honra por nada, e para iluminar o vazio das vidas das três donzelas, as palavras destas estão enquadradas em fragmentos da canção das três donzelas do Reno, que abre e fecha a visão cósmica do épico de Wagner, O Anel do Nibelungo.
         
            O vazio e o nada. Por que raios os católicos devem se preocupar com autores tão deprimentes? A salvação é por Nosso Senhor Jesus Cristo, não pela cultura, especialmente não pela cultura niilista. Uma resposta particular concerne a T. S. Eliot. Uma resposta geral concerne a toda a “cultura”, definida como aquelas narrativas, pinturas e músicas com as quais todos os homens de todas as épocas não podem deixar de suprir e formar seus corações e mentes.

            Quanto a T. S. Eliot, ele mesmo logo descartou que A Terra Desolada se tratasse de “resmungos rítmicos”, e poucos anos depois veio a se tornar membro da Igreja Anglicana. Ele deu brilhante expressão ao nada moderno, mas não chegou a chafurdar nele. Passou a escrever um número de peças e especialmente o longo poema dos Quatro Quartetos, que não são de modo algum niilistas, e sobre os quais o Dr. White, que adora Eliot, estará também falando em Broadstairs em alguns dias. Depois de ter entendido honestamente o problema, Eliot não tomou nenhuma solução de avestruz, como têm feito os inúmeros católicos que se deixaram levar pelo Vaticano II.  

            Pois, decerto, a cultura em geral está para a religião (irreligião), como os subúrbios estão para o centro da cidade. E, assim como um general militar que tem a tarefa de defender uma cidade seria tolo de deixar os subúrbios serem ocupados pelo inimigo, assim também nenhum católico preocupado com a sua religião pode estar indiferente às narrativas, pinturas e músicas que estão a moldar as almas em torno dele. É claro que a religião (ou irreligião) é central na vida humana, e comparada a ela, a “cultura” é periférica, pois a cultura do homem é, no fundo, um produto derivado de sua relação com seu Deus. No entanto, a cultura e a religião interagem. Por exemplo, se muitos católicos não estivessem enfeitiçados pela “Noviça Rebelde”, eles teriam se deixado levar tão facilmente pelo Vaticano II? Ou, se os atuais líderes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X tivessem, ao contrastar a cultura católica com a anticultura moderna, se atido à profundidade do problema moderno, estariam agora pretendendo voltar a se submeter aos perpetradores do Vaticano II? A cultura pode importar tanto como o Céu e o Inferno!


Kyrie eleison.

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