Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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By Translate Formação Católica

07 setembro 2015

POUCOS ELEITOS? - COMENTÁRIO ELEISON - 184

POUCOS ELEITOS?
ELEISON COMMENTS CLXXXIV (22 de janeiro de 2011)

Por que parece ser tão difícil salvar a alma? Porque – como nos dizem – são poucas as almas salvas em comparação ao número de almas condenadas? Uma vez que Deus quer que todas as almas sejam salvas (I Tim. II, 4), por que ele não fez isso um pouco mais fácil, como ele certamente poderia ter feito?

A resposta rápida e simples é que não é tão difícil salvar a alma. Parte da agonia das almas no inferno se deve ao conhecimento claro de quão facilmente a condenação poderia ter sido evitada. Os não-católicos condenados poderiam dizer: “Eu sabia que havia algo no catolicismo, mas  nunca quis entender o que era, porque eu podia ver que mais à frente teria que mudar meu modo de vida” (Winston Churchill disse certa vez que todo homem se depara com a verdade em algum momento da vida, mas a maioria dos homens escolhe se desviar dela). Os católicos condenados poderiam dizer: “Deus me deu a fé e eu sabia que tudo de que eu precisava era fazer uma boa confissão, mas eu pensava que era mais conveniente adiá-la e por isso morri em meus pecados…” Toda alma que está no inferno sabe que está lá por sua própria culpa, por sua própria escolha. Deus não deve ser responsabilizado. Na verdade, olhando para trás, para suas vidas na terra, elas veem claramente o quanto ele fez para tentar impedi-las de se lançarem no inferno, mas elas escolheram livremente o seu próprio destino, e Deus respeitou essa escolha… No entanto, vamos nos aprofundar um pouco mais.

Sendo infinitamente bom, infinitamente generoso e infinitamente feliz, Deus escolheu (Ele não estava de modo algum obrigado) criar seres que seriam capazes de participar da sua felicidade. Dado que Ele é puro espírito (Jo. IV, 23), tais seres teriam de ser espirituais e não apenas materiais, como animais, vegetais ou minerais. Daí a criação dos anjos, sem matéria, e os homens, com uma alma espiritual num corpo material. Mas este mesmo espírito que possibilita aos anjos e aos homens compartilharem da felicidade divina inclui, necessariamente, a razão e o livre-arbítrio, na verdade, é pelo livre-arbítrio livremente escolher a Deus que esse ser merece participar na felicidade divina. Mas como essa escolha de Deus poderia ser verdadeiramente livre se não houvesse alternativas que conduzem para longe de Deus? Que mérito teria um rapaz por escolher comprar um volume de Shakespeare se houvesse apenas  Shakespeare à venda na livraria? E se a alternativa ruim existe e se o livre-arbítrio é real e não apenas um pretexto, como não haveria anjos ou homens que escolhessem o que não é bom?

A pergunta ainda pode ser reformulada assim: como Deus pode ter previsto permitir que a maioria das almas (Mt.VII, 13-14; XX, 16) incorressem na terrível pena de recusar Seu amor? A resposta é que tão certo quanto o inferno é terrível, é que Deus oferece a cada um a graça, a luz e a força necessárias para evitar o inferno, mas, como S. Tomás de Aquino explica, a maioria dos homens prefere as alegrias presentes e conhecidas dos sentidos às alegrias futuras e desconhecidas do Paraíso. Então, por que Deus juntou prazeres tão fortes aos sentidos? Em parte, sem dúvida, para garantir que os pais teriam filhos para povoar o Seu Céu, mas também certamente para tornar mais meritório o fato de um ser humano colocar a busca do prazer nesta vida abaixo das verdadeiras delícias da vida futura, que para serem nossas basta querê-las! Precisamos apenas querê-las violentamente o bastante (Mt. XI, 12)!

Deus não é um Deus medíocre e para as almas que O amam ele não deseja oferecer nenhum Paraíso medíocre.

Kyrie eleison.

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