Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

Translate

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Translate Formação Católica

08 setembro 2015

PAPAS CONCILIARES V - COMENTÁRIOS ELEISON - 418

PAPAS CONCILIARES – V
ELEISON COMMENTS - CDXVIII (418) - (18 de julho de 2015):

É claro que ao menos a Sua Igreja Deus virá resgatar
Mas os católicos devem, até que fiquem roucos, gritar.


                Os “Comentários” da semana passada foram longe, chegando a sugerir que começar a compreender a mentalidade liberal é importante para manter a Fé nos dias de hoje. Vendo como o liberalismo dissolve a Verdade, entende-se como ele está minando a Fé e destruindo a Igreja. Ao mesmo tempo, vendo como ele corrompe as mentes, compreende-se como os homens da Igreja de hoje estão “diabolicamente desorientados” sem necessariamente estar completamente conscientes de como eles mesmos estão destruindo a Igreja. Então, não é preciso ser nem liberal nem sedevacantista. Vamos dar uma olhada em outro texto clássico de Dom Lefebvre, um trecho do Capítulo XVI, Eles O Destronaram, onde ele examina “A Mentalidade Liberal Católica”:

                “Uma enfermidade da mente. ‘Mais que uma confusão mental, o catolicismo liberal é uma enfermidade da mente’ (Pe. A. Roussel, em seu livro Liberalismo e Catolicismo): a mente é incapaz de permanecer simplesmente na verdade. Não pode afirmar nada sem pensar imediatamente na contra-afirmação que se sente igualmente obrigada fazer. O Papa Paulo VI foi um clássico exemplo de tal mente dividida, de ser um duas caras – podia-se mesmo ler fisicamente em suas feições –, em perpétuo balanço entre duas posições contraditórias e levada por um movimento pendular, oscilando regularmente entre a Tradição e a novidade. A isso não chamariam alguns de esquizofrenia intelectual?

                Penso que o Pe. Clérissac viu mais profundamente a natureza dessa enfermidade. Ela é uma falta de integridade da mente (O Mistério da Igreja, Capítulo VII), de uma mente sem suficiente confiança na verdade...  Quando o liberalismo prevalece, essa falta de integridade da mente mostra-se psicologicamente em duas claras características: liberais são maleáveis e ansiosos: maleáveis porque facilmente assumem o estado de espírito daqueles que estão ao seu redor; ansiosos porque, pelo medo de contrariar esses diferentes estados de espírito, estão continuamente preocupados em justificarem-se a si mesmos; parecem sofrer das dúvidas contra as quais eles mesmos combatem; não têm confiança suficiente na verdade; estão preocupados em justificar sua posição, demonstrando, adaptando ou até mesmo se desculpando.

                Muito preocupados em estar em harmonia com o mundo; desculpando-se! São boas colocações. Eles querem desculpar-se por todo o passado da Igreja: pelas Cruzadas, pela Inquisição, etc. Quando justificam e demonstram, fazem-no muito timidamente, especialmente quando se trata dos direitos de Jesus Cristo; e então buscam adaptar-se ao mundo, e eles o fazem, pois é seu princípio básico. Eles partem do que consideram ser um princípio prático, e de um fato que consideram inegável, a saber, que a Igreja não pode ser concebida nas circunstâncias atuais, nas quais ela tem de cumprir sua missão divina, sem que esteja em harmonia com elas”.

                Desde o tempo de Pe. Clérissac e de Dom Lefebvre, a dissolução das mentes e corações pelo liberalismo só tem feito grandes avanços. No século XXI, há ainda menos traços do antigo sistema de verdades objetivas e de moralidade objetiva que havia no século XX. Assim, a adaptação da Igreja ao ambiente torna-se cada vez mais mortal para a Fé e para a moral católica, que não são nada se não forem objetivas. Como temos sofrido por causa de uma mente que alterna continuamente afirmações e contra-afirmações, uma mente continuamente ansiosa para convencer a ambas as partes, completamente opostas uma a outra, para reconciliar o que é irreconciliável – uma mente que carece não apenas de confiança na verdade, mas até mesmo, tal como parece, de qualquer conhecimento da verdade –, por essa mesma mente poder fazer uma imitação tão boa da verdade! Costumava-se dizer antigamente que uma mente assim pertenceria a um “mentiroso”. E hoje?

                Podemos apenas gritar como o Salmista: Senhor, vossos próprios católicos tornaram-se motivo de zombaria para os não católicos. Por Vossa própria honra e glória, apressai-Vos em resgatar-nos!

Kyrie eleison.

Nenhum comentário:

Postar um comentário