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07 setembro 2015

O PENSAMENTO DE BENTO – III - COMENTÁRIOS ELEISON - 210

O PENSAMENTO DE BENTO – III
ELEISON COMMENTS CCX (23 de julho de 2011)


Depois de estudar as raízes do pensamento do Papa Bento (CE 209), Dom Tissier em seu tratado A Fé Posta em Perigo pela Razão, prossegue estudando seus frutos. Se esse pensamento tem suas raízes principalmente no subjetivismo sistemático de Kant (1724-1804), os frutos não podem ser bons. Como pode de alguma maneira as verdades objetivas da Fé fazerem-se intrinsecamente dependentes da participação ou reações do sujeito que crê? O Evangelho, o dogma, a Igreja, a sociedade, Cristo Rei e os Novíssimos serão, um atrás do outro, feridos de morte.

Comecemos com o Evangelho. Seu valor já não está em contar os fatos históricos da vida e morte de Nosso Senhor, e sim no poder de sua narrativa para evocar os problemas existenciais de nosso próprio tempo. Por exemplo: que o corpo de Nosso Senhor tenha se unido com a alma humana d’Ele para sair da tumba naquela manhã de Páscoa não é importante. O que importa é o significado moderno detrás da narrativa: o amor é mais forte que a morte, Cristo continua vivendo pela força do amor e isso garante que nós também sobreviveremos por amor. Esqueçamos a realidade dos fatos. “Tudo o que você precisa é o amor”.

O Dogma necessita da mesma forma ser purificado do passado e enriquecido pelo presente. Então, nos tempos presentes, o filósofo moderno Heidegger ensina que a pessoa é um “auto-superador”. Então Cristo foi o homem que se superou tão completamente, que lutou tão totalmente pelo infinito mais além de Si, que se realizou a si mesmo até o ponto de tornar-se divino. Assim é que o dogma da Encarnação já não significa que Deus se fez homem, e sim que o homem se fez Deus! Do mesmo modo a Redenção já não deve significar que Jesus pagou a seu Pai, com sua terrível Paixão, a dívida por todos os pecados dos homens, mas que por sua Cruz amou a Deus em nosso lugar como Deus deve ser amado, e nos chama a fazer o mesmo. O pecado deixou de ser uma ofensa moral contra Deus, é simplesmente um egoísmo, uma falta de amor. Portanto a Missa não necessita mais ser um sacrifício, e o sacerdote se torna simplesmente um animador da celebração comunitária. Não espanta Bento crer na missa do Novus Ordo.

Quanto à Igreja, já que a pessoa que existe é o valor supremo (ver CE 209) e que todas as pessoas existem igualmente, então desfaçamo-nos de uma Igreja com desigualdades hierárquicas, e deixemos de ver na Igreja Católica a única Arca de Salvação, já que os seguidores de cada religião são pessoas existentes. O ecumenismo tem que substituir todos os esforços missionários Católicos. Ademais, fazendo da pessoa valor supremo se dissolverá a sociedade, subordinando o bem comum aos diretos individuais, e se minará tanto o matrimônio como a sociedade pondo a companhia mutua do homem e da mulher por cima dos  filhos. Quanto a Cristo Rei, será destronado ao conferir a cada pessoa tanta dignidade que o Estado deva proteger os diretos desta pessoa a escolher sua própria religião.

Finalmente, a morte, de um castigo, se converte em um remédio para todos nossos males. O Juízo Particular significa unicamente uma recompensa. O inferno não é mais que um estado irrevogável de egoísmo de nossa alma. O Céu será “um eterno novo mergulho no infinito ser” – que ser*? – e assim prossegue.

Aqui temos uma nova religião, comenta Dom Tissier, muito mais cômoda – pelo menos aqui embaixo – que a religião Católica.

Kyrie eleison.

* Esse ser será, neste sistema existencialista, a pessoa existente. NDT.

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