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By Translate Formação Católica

08 setembro 2015

O BOM SENSO DO ARCEBISPO I - COMENTÁRIOS ELEISON - 377

O BOM SENSO DO ARCEBISPO - I
ELEISON COMMENTS - CCCXXVII (377) - (04 de outubro de 2014):


            Na edição do mês passado do The Recusant (www.TheRecusant.com) saiu uma tradução para o inglês da última entrevista de Dom Lefebvre, originalmente publicada na França (Fideliter, n. 79), pouco antes de sua morte em março de 1991. Ele é sempre agradável de se ler, e se expressa com clareza, pois pensa a partir dos princípios católicos. Ele é transparente, porque não tem nada a esconder, e não é ambíguo, pois não pretende comprometer a Igreja de Nosso Senhor com o Vaticano II de Satanás. Mas notem como as perguntas do entrevistador indicam que os leitores de Fideliter já estavam propensos a tomar a direção que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X viria tomar uns poucos anos depois da morte do Arcebispo. Aqui está uma seleção de perguntas e respostas, um pouco abreviadas:

P: Por que você não pode tentar uma última aproximação com Roma? Nós ouvimos dizer que o Papa está “pronto para recebê-lo”.

R: Isso é absolutamente impossível, porque os princípios que agora guiam a igreja conciliar são mais e mais abertamente contrários à doutrina católica. Por exemplo, o Cardeal Ratzinger disse recentemente que os grandes documentos antimodernistas dos Papas dos séculos XIX e XX prestaram um grande serviço em seus dias, mas agora se tornaram obsoletos. E João Paulo II está mais ecumênico do que nunca (1990). “É absolutamente inconcebível que nós possamos concordar em trabalhar com tal hierarquia”.

P: A situação em Roma deteriorou-se mesmo desde as negociações de 1988?

R: Oh, sim! “Nós teremos de esperar algum tempo antes de considerar a possibilidade de fazer um acordo. De minha parte, acredito que só Deus pode salvar a situação, já que humanamente não vemos nenhuma possibilidade de Roma consertar as coisas”.

P: Mas há tradicionalistas que fizeram um acordo com Roma sem ter de conceder nada.

R: Isso é falso. Eles renunciaram à sua possibilidade de se opor a Roma. Devem permanecer em silêncio devido aos favores que lhes foram garantidos. Passaram então a deslizar bem lentamente, até que terminarão admitindo os erros do Vaticano II. “É uma situação muito perigosa”. Tais concessões de Roma visam apenas a fazer com que os tradicionalistas rompam com a FSSPX e se submetam a ela.

P: Você diz que tais Tradicionalistas “traíram”. Não é um termo um pouco duro?

R: De jeito nenhum! Dom Gerard, por exemplo, fez uso de minha pessoa, da FSSPX e de suas capelas e benfeitores, e agora ele repentinamente nos abandona e se une aos destruidores da Fé. Ele abandonou o combate pela Fé. Eles não podem mais atacar Roma. Não compreenderam nada da questão doutrinal. É terrível pensar nos jovens que se uniram a eles por amor à Tradição e que agora os estão seguindo para a Roma conciliar.

P: Existe algum perigo em permanecer amigo de tradicionalistas que entregaram o jogo a Roma, e em assistir às suas Missas?

R: Sim, porque na Missa não há apenas a Missa, mas também o sermão, a atmosfera, o ambiente, as conversas antes e depois da Missa, e por aí vai. Todas essas coisas fazem com que você mude pouco a pouco as suas ideias. Há um clima de ambiguidade. Se alguém está em uma atmosfera submissa ao Vaticano, sujeito essencialmente ao Concílio, acaba por se tornar ecumênico.

P: João Paulo II é muito popular. Ele quer unir todos os cristãos.

R: Mas unir em quê? Não mais na Fé que uma alma deve aceitar, e que requer a conversão. A Igreja foi distorcida: de uma sociedade hierárquica, passou a ser uma “comunhão”. Comunhão em quê? Não na Fé. Não surpreende mais ouvir que católicos em massa estão deixando a Fé. (Continua.)

Kyrie eleison.

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