Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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By Translate Formação Católica

10 setembro 2015

AUTORIDADE VACILANTE - COMENTÁRIO ELEISON - 420

AUTORIDADE VACILANTE
CDXX (420) - (1 de agosto de 2015):


Fere o Pastor, todas as ovelhas estão dispersas.
A autoridade está de cabeça para baixo, às avessas.

Frequentemente algumas boas almas desejam que eu, como um jogador de beisebol, “vá em direção à base para rebater a bola", e assuma uma posição de autoridade à frente do atual movimento da Resistência. Permitam-me propor, sem impor, as razões da minha séria relutância em tentar qualquer coisa do tipo.

A autoridade na Igreja tem sido "alvejada" de cima até em baixo. O atual Papa (não sou sedevacantista) perdeu seu juízo católico, se é que alguma vez teve um. Mas mesmo se a sua eleição como Papa foi inválida por um ou outro motivo, foi convalidada por sua aceitação universal como Papa pela Igreja de praticamente todo o mundo. Em todo caso, ninguém mais é Papa, nem pode sê-lo, e, portanto, ele tem a suprema autoridade na Igreja. Pois bem, a Igreja foi designada por Nosso Senhor como uma monarquia, com toda a autoridade descendendo nela desde Deus e através do Papa. Pois, por definição, a autoridade só pode provir de cima. Como disse Jefferson na Declaração da Independência dos Estados Unidos, a autoridade concedida desde baixo sempre pode ser abolida de baixo mesmo. A autoridade desde baixo é sem dúvida uma contradição em termos. Não é verdadeira autoridade, absolutamente.

Portanto, a menos que esse Papa desse a mim autoridade para liderar a “Resistência”, o que é obviamente inconcebível, eu nunca terei a autoridade católica oficial para estar à frente dos resistentes.  Posso eu ter autoridade de suplência devido à emergência?  Teoricamente sim, mas a autoridade de suplência é relativamente fraca. É suprida desde cima (pela Igreja) quando, por exemplo, um penitente pede a um sacerdote em circunstâncias incomuns que ouça sua confissão, ou seja, quando normalmente o sacerdote não teria jurisdição para fazê-lo. A autoridade de suplência vem da Igreja, desde cima, mas é acionada apenas pela demanda desde baixo. Se não há demanda, não há autoridade de suplência.

Tomemos o caso mesmo de Dom Lefebvre. Em primeiro lugar, era muito importante para ele que os estatutos da FSSPX original fossem oficialmente aprovados pelo bispo diocesano de Genebra, Lausana e Friburgo.  Em segundo lugar, se, por exemplo, um sacerdote da FSSPX quisesse sair dela e ir para a direita ou para a esquerda, o Arcebispo não tinha poder para impedi-lo ou castigá-lo, e só lhe restava não ter mais nada que ver com ele. E se esse sacerdote fosse em direção à Igreja Novus Ordo, ele seria a qualquer tempo recebido, como se pode imaginar, de braços abertos. A FSSPX sob Dom Fellay tem querido mais e mais ser normal, e tem fingido ser normal, mas na verdade é uma estrutura fraca, na medida em que nunca teve qualquer jurisdição mais que a de suplência (esta é uma razão pela qual Dom Fellay tanto quer ser reintegrado à Igreja oficial).

Agora, isso foi para o Arcebispo!  E eu não sou Dom Lefebvre. Portanto, algumas boas almas podem vir a mim pedir por orientação, como fazem, mas não está em minhas mãos reivindicar uma jurisdição de suplência, por causa da enorme confusão que reina na Igreja. No momento, eu estou mais e mais inclinado a não impor nem mesmo um juízo verdadeiro a quem quer que seja, porque as almas estão tão confusas agora, que a mínima imposição estaria sujeita a aumentar, ao invés de diminuir, essa confusão. "FERE O PASTOR, E SERÃO DISPERSAS AS OVELHAS” (Zacarias 13, 7) foi citado por Nosso Senhor no Horto do Getsêmani (Mt 26,31), e isso continuará a acontecer na Igreja, mais e mais, até que Deus, por Sua misericórdia, restaure o Pastor – o que Ele fará somente quando a humanidade reaprender a valorizar um verdadeiro Pastor de Deus. Até lá, o dom de Deus de um tal Pastor arriscaria fazer mais mal do que bem. Assim, devemos todos, nesse ínterim, aceitar a nossa justa punição: a confusão universal!

É por isso que eu darei, a qualquer um que me pedir, as minhas razões para agir como estou agindo, mas preferencialmente proporei essas razões em vez de impô-las, e normalmente não objetarei as pessoas que discordam de mim.

Kyrie eleison.                                                                                          

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