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By Translate Formação Católica

09 setembro 2015

AUTORIDADE ESTROPIADA - COMENTÁRIO ELEISON - 307

AUTORIDADE ESTROPIADA
CCCVI - (307) - 1 de junho de 2013


Um número de boas almas gostaria que uma Congregação fosse fundada para substituir a Fraternidade São Pio X. Mas se por um lado eu compartilho seu temor de que a FSSPX esteja atualmente no caminho para incapacitar a sua gloriosa defesa da Fé e da vida católica de outrora e, portanto, eu simpatize com o desejo delas de ver outra Congregação como essa substituí-la; por outro, eu não acredito que isso seja possível, e acho que vale a pena explicar o porquê.

Quando em 1970 o Arcebispo Lefebvre escreveu a carta elencando os princípios sobre os quais a futura FSSPX viria a ser fundada e passaria a funcionar, isto é, os seus Estatutos, julgava ser de grande importância obter a aprovação oficial deles pelo bispo da diocese católica na qual a casa original da FSSPX estava situada. Em seu entendimento, obter ou não essa aprovação significava toda a diferença entre fundar uma Congregação da Igreja Católica e lançar uma associação privada de sua autoria. Ele tinha todo interesse em fundar uma Congregação Católica, bem menos em lançar uma instituição privada.

De fato, quando ele foi ver o Bispo Charrière da Diocese de Genebra, Lausanne e Friburgo para obter essa aprovação, não estava nada esperançoso. A Revolução Conciliar se encontrava então em curso, e ela era diretamente oposta ao que os Estatutos projetavam. No entanto, providencialmente o Bispo Charrière deu a sua aprovação, talvez porque ele sabia que estava para se aposentar logo depois. De qualquer forma o Arcebispo retornou a Écone exultante, e há até um relato de que ele balançava os Estatutos no ar triunfantemente.

O que isso significava para ele era que a partir de então, até onde lhe dizia respeito, ele tinha a autoridade da Igreja para construir uma Congregação da Igreja, e quando alguns anos depois Roma tentou retirar a autorização, a tentativa foi tão intrinsecamente injusta de acordo com a lei da Igreja que o Arcebispo nunca hesitou em continuar exercendo dentro da FSSPX toda a autoridade de um clássico Superior de Congregação. Essa clássica autoridade católica tinha tanto poder que ao atrelá-la a mentiras os Papas Conciliares têm sido capazes de virtualmente destruir a Igreja Universal, e por estar sendo atrelada a um acordo prático com a Roma Conciliar ela está agora virtualmente destruindo a FSSPX. Por outro lado, para a autoridade sobre sacerdotes, freiras e leigos fora da FSSPX, o Arcebispo Lefebvre nunca arrogou para sim qualquer outra que não fosse a de pai, conselheiro ou amigo.

Mas os dias de um Bispo Charrière já se foram há muito tempo. Quantos bispos sãos ainda restam na Igreja mainstream? E como poderia qualquer um deles hoje aprovar os Estatutos Tradicionais e anti-Conciliares? É como se logo após o Arcebispo ter saído do castelo católico com os Estatutos católicos na sua mão, a ponte levadiça Conciliar tivesse desabado atrás dele. "Eles estão mentalmente doentes, mas eles têm a autoridade", como um dos quatro teólogos da FSSPX disse sobre os teólogos romanos após as discussões doutrinais de 2009-2011. A FSSPX é certamente a última da fila das Congregações clássicas a ter sido fundada, pelo menos até depois do Castigo. E não terá durado muito tempo.

É por isso que, em minha opinião, "o que não pode ser curado deve ser suportado." E é por isso que, agora mesmo, eu imagino ser pouco mais do que pai, conselheiro e amigo para todas as almas que pedem a liderança e o apoio de um bispo. Mesmo isso é tarefa o bastante. Que Deus esteja com todos nós.

Kyrie eleison.

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