Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

Translate

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Translate Formação Católica

24 julho 2015

A VIRTUDE DO SILÊNCIO NA OBRA DOS SANTOS ANJOS




"Guarda-te de falar muito, porque isto apaga por completo os pensamentos santos e mais prudentes, que vêm diretamente do céu", isto é os que os santos Anjos querem transmitir-nos. (Sermão 30, cf Rodriguez, Exercício de perfeição cristã, II, 2).

O santo silêncio é a quinta das sete características fundamentais na Obra dos Santos Anjos e está estritamente ligado às outras seis. De modo algum, o silêncio é um fim em si: não praticamos o silêncio por causa dele, mas em vista de um outro bem.

Por isso é uma virtude auxiliar, como também a humildade. Uma pessoa humilde e ao mesmo tempo tagarela não existe, porque a sua aparente humildade não seria modesta nem pronta para imediatamente servir. Sem dúvida a verdadeira humildade deve ser compenetrada do espírito de silêncio.

O silêncio serve à verdade e à caridade. Não é bom sair-se logo com tudo o que é verdade; a justiça e a caridade têm que determinar o tom das nossas conversas. Muitas vezes a caridade cala-se por compaixão e consideração.


O santo silêncio dá à obediência, simplicidade e nobreza. Pelo silêncio aprendemos a cumprir uma tarefa de acordo com a verdadeira intenção dos nossos superiores, sem restrições, sem lhe imprimir o selo das nossas próprias inclinações e aversões.
Sem o apoio do silêncio interior, a fidelidade perderia rapidamente a sua força. Em períodos de provação, o monólogo interior trava uma batalha esmagadora contra a fidelidade e rói a nossa perseverança. Algumas quedas poderiam destruí -la e o mesmo aconteceria com o silêncio.

A importância do silêncio

"Se quiseres fazer grandes progressos na virtude e alcançar a perfeição, guarda o santo silêncio" (ibid II, 6). Assim se vê a indizível importância do silêncio! Inumeráveis santos dão testemunho disto através do exemplo da sua vida. Apesar disso, nós preferiríamos que não fosse assim, que ao menos o silêncio não fosse de tal modo indispensável. O silêncio, o calar-se, tem algo de lúgubre no sentido de nos lembrar da morte (não é verdade que se fala de um 'silêncio de morte'?), e nós queremos viver, não é? Alguns santos, porém, dizem que o silêncio é como o sal da vida, que a conserva e lhe dá o verdadeiro sabor. A vida de quem não sabe guardar silêncio é insípida.

CONCLUSÃO
Já ouvimos as palavras do Beato Tito Brandsma: "A recuperação do recolhimento interior já foi sempre o primeiro passo para cada reforma". A situação geral de decadência, de dispersão e dissolução no cristianismo dos nossos tempos reduz-se mais à perda do silêncio e da interioridade do que a quaisquer pecados, porque a perda do silêncio é a origem do espírito mundano, em que quase todos os pecados têm a sua raiz.
Os passos que levaram a esta situação catastrófica, não foram em si pecados graves mas o efeito global da falta de prudência, pela qual a caridade se arrefeceu e os homens começaram a não usar os meios como tais, mas a fazer dos prazeres o alvo da sua vida.
Quem quiser cultivar uma profunda amizade com os santos Anjos, tem de praticar o silêncio. No início é difícil, porque parece que se perde tanta coisa. No fim, porém, haverá alegria porque o silêncio nos abre para os verdadeiros dons com que nos presenteia a caridade Divina.

Nenhum comentário:

Postar um comentário