Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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Formação Católica
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31 outubro 2016

A REGRA DE SÃO BENTO



Prólogo

CAPÍTULO 1: Dos gêneros de monges
CAPÍTULO 2 - Como deve ser o Abade
CAPÍTULO 3 - Da convocação dos irmãos a conselho
CAPÍTULO 4 - Quais são os instrumentos das boas obras
CAPÍTULO 5 - Da obediência
CAPÍTULO 6 - Do silêncio
CAPÍTULO 7 - Da humildade
CAPÍTULO 8 - Dos Ofícios Divinos durante a noite
CAPÍTULO 9 - Quantos salmos devem ser ditos nas Horas noturnas
CAPÍTULO 10 - Como será celebrado no verão o louvor divino
CAPÍTULO 11 - Como serão celebradas as Vigílias aos domingos
CAPÍTULO 12 - Como será realizada a solenidade das matinas
CAPÍTULO 13 - Como serão realizadas as matinas em dia comum
CAPÍTULO 14 - Como serão celebradas as Vigílias nos natalícios dos Santos
CAPÍTULO 15 - Em quais épocas será dito o Aleluia
CAPÍTULO 16 - Como serão celebrados os ofícios durante o dia
CAPÍTULO 17 - Quantos salmos deverão ser cantados nessas mesmas horas
CAPÍTULO 18 - Em que ordem os mesmos salmos devem ser ditos
CAPÍTULO 19 - Da maneira de salmodiar
CAPÍTULO 20 - Da reverência na oração
CAPÍTULO 21 - Dos decanos do mosteiro
CAPÍTULO 22 - Como devem dormir os monges
CAPÍTULO 23 - Da excomunhão pelas faltas
CAPÍTULO 24 - Qual deve ser o modo de proceder-se à excomunhão
CAPÍTULO 25 - Das faltas mais graves
CAPÍTULO 26 - Dos que sem autorização se juntam aos excomungados
CAPÍTULO 27 - Como deve o Abade ser solícito para com os excomungados
CAPÍTULO 28  - Daqueles que muitas vezes corrigidos não quiserem emendar-se
CAPÍTULO 29 - Se devem ser novamente recebidos os irmãos que saem do mosteiro
CAPÍTULO 30  - De que maneira serão corrigidos os de menor idade
CAPÍTULO 31  - Como deve ser o Celeireiro do mosteiro
CAPÍTULO 32 - Das ferramentas e objetos do mosteiro
CAPÍTULO 33 - Se os monges devem possuir alguma coisa de próprio
CAPÍTULO 34  -Se todos devem receber igualmente o necessário
CAPÍTULO 35 - Dos semanários da cozinha
CAPÍTULO 36 - Dos irmãos enfermos
CAPÍTULO 37 - Dos velhos e das crianças
CAPÍTULO 38 - Do leitor semanário
CAPÍTULO 39 - Da medida da comida
CAPÍTULO 40 - Da medida da bebida
CAPÍTULO 41 - A que horas convém fazer as refeições
CAPÍTULO 42 - Que ninguém fale depois das Completas
CAPÍTULO 43 - Dos que chegam tarde ao Ofício Divino ou à mesa
CAPÍTULO 44 - Como devem fazer satisfação os que tiverem sido excomungados
CAPÍTULO 45  - Dos que erram no oratório
CAPÍTULO 46 - Daqueles que cometem faltas em quaisquer outras coisas
CAPÍTULO 47 - Como deve ser dado o sinal para o Ofício Divino
CAPÍTULO 48 - Do trabalho manual cotidiano
CAPÍTULO 49 - Da observância da Quaresma
CAPÍTULO 50 - Dos irmãos que trabalham longe do oratório ou estão em viagem
CAPÍTULO 51 - Dos irmãos que partem para não muito longe
CAPÍTULO 52 - Do oratório do mosteiro
CAPÍTULO 53 - Da recepção dos hóspedes
CAPÍTULO 54 - Se o monge deve receber cartas ou qualquer outra coisa
CAPÍTULO 55  - Do vestuário e do calçado dos irmãos
CAPÍTULO 56 - Da mesa do Abade
CAPÍTULO 57  - Dos artistas do mosteiro
CAPÍTULO 58 - Da maneira de proceder à recepção dos irmãos
CAPÍTULO 59 - Dos filhos dos nobres ou dos pobres que são oferecidos
CAPÍTULO 60 - Dos sacerdotes que, porventura, quiserem habitar no mosteiro
CAPÍTULO 61 - Dos monges peregrinos como devem ser recebidos
CAPÍTULO 62 - Dos sacerdotes do mosteiro
CAPÍTULO 63 - Da ordem na comunidade
CAPÍTULO 64 - Da ordenação do Abade
CAPÍTULO 65 - Do Prior do mosteiro
CAPÍTULO 66 - Dos porteiros do mosteiro
CAPÍTULO 67 - Dos irmãos mandados em viagem
CAPÍTULO 68 - Se são ordenadas a um irmão coisas impossíveis
CAPÍTULO 69  - No mosteiro não presuma um defender o outro
CAPÍTULO 70 - Não presuma alguém bater em outrem a próprio arbítrio
CAPÍTULO 71 - Que sejam obedientes uns aos outros
CAPÍTULO 72 - Do bom zelo que os monges devem ter
CAPÍTULO 73 - De que nem toda a observância da justiça se acha estabelecida nesta Regra
 
PRÓLOGO DA REGRA

[1] Escuta, filho, os preceitos do Mestre, e inclina o ouvido do teu coração; recebe de boa vontade e executa eficazmente o conselho de um bom pai, [2] para que voltes, pelo labor da obediência, àquele de quem te afastaste pela desídia da desobediência. [3] A ti, pois, se dirige agora a minha palavra, quem quer que sejas que, renunciando às próprias vontades, empunhas as gloriosas e poderosíssimas armas da obediência para militar sob o Cristo Senhor, verdadeiro Rei.

[4] Antes de tudo, quando encetares algo de bom, pede-lhe com oração muito insistente que seja por ele plenamente realizado, [5] a fim de que nunca venha a entristecer-se, por causa das nossas más ações, aquele que já se dignou contar-nos no número de seus filhos; [6] assim, pois, devemos obedecer-lhe em todo tempo, usando de seus dons a nós concedidos para que não só não venha jamais, como pai irado, a deserdar seus filhos, [7] nem tenha também, qual Senhor temível, irritado com nossas más ações, de entregar-nos à pena eterna como péssimos servos que o não quiseram seguir para a glória.

[8] Levantemo-nos então finalmente, pois a Escritura nos desperta dizendo: "Já é hora de nos levantarmos do sono". [9] E, com os olhos abertos para a luz deífica, ouçamos, ouvidos atentos, o que nos adverte a voz divina que clama todos os dias: [10] "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não permitais que se endureçam vossos corações", [11] e de novo: "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas". [12] E que diz? – "Vinde, meus filhos, ouvi-me, eu vos ensinarei o temor do Senhor. [13] Correi enquanto tiverdes a luz da vida, para que as trevas da morte não vos envolvam".

[14] E procurando o Senhor o seu operário na multidão do povo, ao qual clama estas coisas, diz ainda: [15] "Qual é o homem que quer a vida e deseja ver dias felizes?" [16] Se, ouvindo, responderes: "Eu", dir-te-á Deus: [17] "Se queres possuir a verdadeira e perpétua vida, guarda a tua língua de dizer o mal e que teus lábios não profiram a falsidade, afasta-te do mal e faze o bem, procura a paz e segue-a". [18] E quando tiveres feito isso, estarão meus olhos sobre ti e meus ouvidos junto às tuas preces, e antes que me invoques dir-te-ei: "Eis-me aqui". [19] Que há de mais doce para nós, caríssimos irmãos, do que esta voz do Senhor a convidar-nos? [20] Eis que pela sua piedade nos mostra o Senhor o caminho da vida.

[21] Cingidos, pois, os rins com a fé e a observância das boas ações, guiados pelo Evangelho, trilhemos os seus caminhos para que mereçamos ver aquele que nos chamou para o seu reino. [22] Se queremos habitar na tenda real do acampamento desse reino, é preciso correr pelo caminho das boas obras, de outra forma nunca se há de chegar lá. [23] Mas, com o profeta, interroguemos o Senhor, dizendo-lhe: "Senhor, quem habitará na vossa tenda e descansará na vossa montanha santa?". [24] Depois dessa pergunta, irmãos, ouçamos o Senhor que responde e nos mostra o caminho dessa mesma tenda, [25] dizendo: "É aquele que caminha sem mancha e realiza a justiça; [26] aquele que fala a verdade no seu coração, que não traz o dolo em sua língua, [27] que não faz o mal ao próximo e não dá acolhida à injúria contra o seu próximo". [28] É aquele que quando o maligno diabo tenta persuadi-lo de alguma coisa, repelindo-o das vistas do seu coração, a ele e suas sugestões, redu-lo a nada, agarra os seus pensamentos ainda ao nascer e quebra-os de encontro ao Cristo. [29] São aqueles que, temendo o Senhor, não se tornam orgulhosos por causa de sua boa observância, mas, julgando que mesmo as coisas boas que têm em si não as puderam por si, mas foram feitas pelo Senhor, [30] glorificam Aquele que neles opera, dizendo com o profeta: "Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai Glória". [31] Como, aliás, o Apóstolo Paulo não atribuía a si próprio coisa alguma de sua pregação, quando dizia: "Pela graça de Deus sou o que sou" [32] e ainda: "Quem se glorifica, que se glorifique no Senhor".

21 setembro 2016

FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - MOSTEIRO DA SANTA CRUZ

Bispo Dom Tomás de Aquino, Missa da Festa da Exaltação da Santa Cruz - Nova Friburgo-RJ- Brasil.

À semana de 12 a 18 de setembro no Mosteiro Beneditino da Santa Cruz em Nova Friburgo-RJ foi uma semana de solenidades.

Além da grande festa da Exaltação da Santa Cruz e a comemoração dos 29 anos do Mosteiro, no dia de Nossa Senhora das Dores (15 de setembro) durante à Santa Missa no momento do ofertório os fiéis que lá puderam estar obtiveram uma graça singular; o grande privilégio de presenciar o ato de profissão religiosa do Irmão João da Cruz por meio dos chamados votos temporários.

Nesta salutar profissão são assumidos pela à primeira vez publicamente os três votos do religioso, a saber; pobreza, castidade obediência.

Ato heroico de um jovem que vai adiante ao altar de Deus, do Deus que alegra a sua juventude, oferecendo-se a si mesmo inteiramente e exclusivamente ao seu criador e redentor para em seguida ter o direito de desfrutar dos deleites de uma vida em união contemplativa em Cristo.

Assim sendo, fora providencial à data escolhida para os votos do Irmão João da Cruz. Justamente no dia em que nós nos compadecemos diante das dores de Nossa Senhora, Deus quis receber os votos deste Irmão que leva a Santa Cruz em seu nome.

Nesta data em que a Igreja reserva para recordar a memória da Mãe Dolorosíssima diante do Sacrifício em que se entrega o seu Divino Filho na Cruz, busquemos nós ficarmos junto a Virgem das Dores, consolando-A diante do seu Filho imolado por nossos pecados, para que no dia também da nossa derradeira agonia, Ela esteja conosco nos velando e que depois deste desterro mostre-nos a Jesus.

Prostração do religioso diante do Altar; Ato de humildade e entrega total a Deus.

Com este ato de oferta de si mesmo, os religiosos imitam a Cristo.

Nosso Senhor em todas as Missas, além de se oferecer como vítima ao seu Pai, também se oferece a nós e deseja ardentemente unir-se a nossa alma por meio da sagrada comunhão.

Escreve Santa Teresinha do Menino Jesus, na História de uma Alma;

"Não é para ficar no cibório de ouro que Jesus desce todos os dias do céu, e sim para encontrar outro céu, o céu de nossa alma, onde tanto se delícia."

Tratemos nós então de prepararmos às nossas almas, adornando-as de todas às virtudes para sempre bem recebermos a Cristo em nossos corações, nos oferecendo inteiramente sem reservas a Ele, não por nós mesmos, mas de modo mais perfeito e ordenado nos oferecer a Cristo da mesma maneira como Deus Pai ofereceu seu Filho ao mundo, ou seja, por meio de sua Augustíssima Mãe.

Deus entregou-nos o seu Cristo a nós por meio de Maria, devemos nós nos entregarmos a Deus também por Maria.

É esta a unica via segura, o único caminho pelo qual a Santíssima Trindade nos deu a Salvação. Deus-Maria-Cristo. Se Deus Pai nos entregou o seu Filho ao mundo por Maria, como poderíamos nós pretendermos querer nos entregar a Deus de um outro modo a não ser também por Maria? É Ela a Porta do Céu, pela qual o Verbo Divino quis passar para chegar ao mundo. E também é por esta Porta que Deus quer que nós passemos para chegar até Ele. Não há outra.

07 abril 2016

DOM TOMÁS DE AQUINO - A VERDADE OCULTADA, OU A RECUSA DE VER?


A VERDADE OCULTADA, OU A RECUSA DE VER?
Por Dom Tomás de Aquino - 06 de abril de 2015

“É com espanto que vemos a verdade, embora pública, sendo ignorada. Mas de que verdade estamos falando? De fatos os mais evidentes sobre a crise atual da Tradição em geral e da Fraternidade em particular, e que estão ao alcance de todos os que os querem conhecer. Verdade desconhecida, ocultada ou simplesmente não procurada; em todos os casos ignorada, para não dizer desprezada.

Alguns afirmam, como Dom Lourenço Fleichman que a resistência apresenta uma “argumentação vazia de fundamentos, baseada em falsas informações” (cf. “Sobre a Sagração Episcopal”).
Se for preciso reiterar o que já foi dito e pregar a tempo e a contratempo, não nos cansemos de fazê-lo, já que a isto nos exorta São Paulo. Se for preciso reproduzir os argumentos e relembrar os fatos, não nos cansemos de repeti-los e relembrá-los. Façamos mais uma vez o diagnóstico da doença que corrói a Tradição e ameaça a todos de morte. Este mal é o Liberalismo católico, pestilência dos tempos modernos, contradição encarnada na pessoa dos que o abraçam. Todos nós, que no mais das vezes nos consideramos imunes a este contágio universal, estamos susceptíveis a sermos vítimas deste mal.

E por isso é mister defender a obra, o pensamento, a linha intransigentemente católica de Dom Lefebvre, que não é outra senão a de São Pio X e a de todo o Magistério da Igreja desde sua fundação até a apostasia desencadeada pelo Concílio Vaticano II.

Mas entremos antes nos detalhes; aqueles detalhes sem os quais somos incapacitados de lograr qualquer diagnóstico real do desastre do qual somos testemunhas. Comecemos, pois, pelo movimento conhecido como GREC (Grupo para Reflexão Entre Católicos), e prossigamos até o dia de hoje numa brevíssima resenha de alguns fatos marcantes que nos apontarão a causa final que os motiva e explica.

21 março 2016

DOM TOMÁS DE AQUINO - NOSSO NOVO BISPO

Monsenhor Tomás de Aquino, OSB.

Concede-lhe a plenitude da missão sacerdotal. 
Cumula-o com a Irradiação da tua glória, santifica-o com o orvalho da celeste unção.
(Forma da Sagração Episcopal, Rito da Sagração Episcopal, Do Pontificale Romanun).

23 fevereiro 2016

DOM TOMÁS DE AQUINO NOSSO NOVO BISPO - POR CARLOS NOUGUÉ



Quem é Dom Tomás de Aquino Ferreira da Costa, nosso novo Bispo: um testemunho.
Carlos Nougué (professor laico da Casa de Estudos Santo Anselmo, do Mosteiro da Santa Cruz)

Miguel Ferreira da Costa nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, em 1954. Até a Faculdade de Advocacia, fez seus estudos no Colégio de São Bento do Rio de Janeiro, onde tive a oportunidade de ser por um breve tempo seu colega de classe. Fez parte do movimento tradicionalista e antimodernista organizado em torno de Gustavo Corção e da revista Permanência; teve início então sua vida de “fiel guerreiro da guerra pós-conciliar pela Fé”, como escreve Dom Williamson.

Começou, como dito, a cursar Advocacia, mas abandonou-a para tornar-se monge, com o nome de Tomás de Aquino, no mosteiro francês do Barroux, que tinha então por superior a Dom Gérard; e foi ordenado sacerdote em 1980, em Êcone, por Dom Marcel Lefebvre. Pôde então privar da amizade, do exemplo, dos ensinamentos do fundador da FSSPX.

Veio ao Brasil com um grupo de monges do Barroux para fundar o Mosteiro da Santa Cruz, em Nova Friburgo, Rio de Janeiro/Brasil. Nesse ínterim, porém, Dom Gérard, contra a instância de Dom Lefebvre, marchou para um acordo com a Roma conciliar, contra o que se opôs também Dom Tomás de Aquino.

A separação foi então inevitável. O Mosteiro da Santa Cruz, com total apoio e incentivo de Dom Lefebvre, tornou-se assim independente, ainda que amigo da FSSPX. Com efeito, escreveu pouco mais ou menos Dom Lefebvre a Dom Tomás em carta que tive o privilégio de ler: O senhor deve reverência e consulta aos bispos da FSSPX, mas estes não têm jurisdição sobre o senhor, que, como prior do Mosteiro, há de ter autonomia. 

Mas foi-se tornando difícil a relação de Dom Tomás e seu Mosteiro com a FSSPX, sobretudo com a aproximação desta à Roma neomodernista.

Quando Bento XVI publicou seu Motu proprio sobre o “rito extraordinário”, Dom Tomás de Aquino negou-se a cantar na Missa de domingo o Te Deum pedido por Dom Fellay para comemorar o documento papal, e, especialmente pela “suspensão das excomunhões” pelo mesmo papa, escreveu Dom Tomás a Dom Fellay uma carta em que dizia que não seguiria seus passos rumo a um acordo com a Roma conciliar. Um tempo depois, aparecem no Mosteiro (sou testemunha presencial disto) Dom de Galarreta e o Padre Bouchacourt para dizer a Dom Tomás que ele teria quinze dias para deixá-lo; se não o fizesse, o Mosteiro deixaria de receber ajuda e sacramentos (incluído o da ordem) da FSSPX.

Escrevi a Dom Fellay para queixar-me de tal injustiça, e recebi por resposta o seguinte:

“O problema de Dom Tomás é mental. Enquanto não deixar o Mosteiro, este não receberá nossa ajuda”.

Respondi-lhe: “Devo ter eu também o mesmo problema mental, porque convivo há doze anos com Dom Tomás e nunca o percebi nele”.

Tratava-se em verdade de algo similar ao stalinismo e seus hospitais psiquiátricos para opositores.

Hesitou então Dom Tomás: se deixasse o Mosteiro, seria a ruína deste com respeito à Fé; se porém permanecesse, privá-lo-ia de toda a ajuda de que necessitava.

Foi então que veio em seu socorro Dom Williamson: o nosso Bispo inglês escreveu uma carta a Dom Tomás em que assegurava ao Mosteiro todos os sacramentos; poderia assim Dom Tomás permanecer nele.

Foi o suficiente para que todos aqui reagíssemos: foi o começo do que hoje se conhece por Resistência, e que teve por órgão primeiro a página web chamada SPES, hoje desativada por ter cumprido já o papel a que se destinava.

O Mosteiro passou a ser então centro de acolhimento para os sacerdotes que, querendo deixar a FSSPX pela traição de seus superiores, hesitavam porém em sair justo por não ter onde viver fora dela.

Foi o lugar da sagração de Dom Faure, e será agora o lugar da sagração do mesmo Dom Tomás de Aquino Ferreira da Costa, meu pai espiritual e o amigo mais entranhável que Deus me poderia haver dado. Sim, sou filho seu e do Mosteiro da Santa Cruz, e foi aqui, neste cantinho do céu, que pude sentir pela primeira vez o tão agradável odor da santidade.          

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13 janeiro 2016

A REALEZA DE CRISTO - DOM TOMÁS DE AQUINO OSB


“A Realeza de Cristo segundo o Magistério da Igreja", por Dom Tomás de Aquino OSB.



Vídeo com a primeira aula do curso “A Realeza de Cristo segundo o Magistério da Igreja”, por Dom Tomás de Aquino, Prior do Mosteiro beneditino da Santa Cruz.

Produzido por: http://www.estudostomistas.com.br/p/cursos.html